No final das contas, quando tudo veio à tona, ela ainda foi entregue à polícia pelo segundo filho da Família Gomes e acabou presa.
Luísa se lembrava muito bem daquela Florinda arrogante e mandona. Quando soube que Florinda estava na cadeia, ela não conseguiu esconder a satisfação.
Porém, seus informantes logo trouxeram outra notícia: Florinda não ficou muitos dias presa, pois um misterioso benfeitor a resgatou da prisão.
Essa Florinda realmente tinha seus recursos. Conseguiu alguém para tirá-la de lá. O mais intrigante era: quem teria tamanho poder para libertar uma pessoa de uma penitenciária?
Luísa chegou a enviar pessoas para procurar Florinda, mas ninguém conseguiu encontrá-la.
......
Atualmente, Luísa na empresa não passava de um enfeite, tão inútil quanto um vaso de flores esquecido, sem nada para fazer.
Por outro lado, Nana era constantemente valorizada por David, sendo chamada com frequência para reuniões com ele.
Luísa morria de inveja.
Já fazia uma semana que ela não via nem a sombra de David, muito menos tinha a chance de trocar uma palavra com ele.
Se continuasse assim, quando é que ela conseguiria criar algum laço com ele? Só em algum Carnaval do futuro...
A raiva tomava conta dela sempre que via Nana, especialmente quando a via sair do escritório de David.
Sua assistente, contudo, sabia bem como confortá-la:
"Luísa, na verdade você não precisa invejar a Nana. Acho que o presidente é que gosta de você: não te dá trabalho nenhum, ainda te paga bem. Isso sim é ser mimada!"
As palavras da assistente fizeram o coração de Luísa balançar levemente, mas ela logo descartou essa ideia.
O "tratamento especial" de David não era por carinho, mas por não confiar na competência dela.
Luísa lançou um olhar cortante:
"Quem disse que estou com inveja dela?"
A assistente percebeu o deslize e rapidamente se corrigiu:
"É que você ficava olhando tanto pra ela... Eu pensei... Desculpa, Luísa."
Mas a segurança de Costa Dourada era de altíssimo nível; seu carro mal podia se aproximar das casas.
Antes mesmo de chegar perto, os seguranças já a expulsaram, como se estivessem enxotando uma barata.
Ela só pôde observar de longe um carro entrando em Costa Dourada. Tirou imediatamente um binóculo e pareceu ver quatro meninos descendo do carro.
Mas estavam longe, e os garotos usavam bonés, impossível ver os rostos.
Luísa ficou furiosa, batendo no peito de frustração.
Maldição, não dava para ver nada!
Mesmo assim, não se desesperou. Luísa tinha toda a paciência do mundo para esperar.
Se ela esperasse o suficiente, mais cedo ou mais tarde conseguiria ver o rosto daqueles quatro meninos.
Foi nesse momento que um carro passou por ela em alta velocidade.

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