Os quatro pequenos esperavam no hotel, revezando-se na vigília, cuidando de Gilberto e aguardando notícias. Ao amanhecer, Tristan e Julio acordaram Daniel de um sono profundo.
"Daniel! Como você pôde dormir?"
Era o turno de Daniel, mas ele havia adormecido.
"Ah, eu estava com tanto sono..." Daniel deu um grande bocejo, o rosto ainda marcado pelo travesseiro. "Que horas são?"
"Sete e vinte!" disse Tristan. "Era sua vez de vigiar os monitores!"
Julio não disse nada, ocupado preparando a mamadeira de Gilberto.
Daniel coçou a nuca. "Eu... eu errei. Vamos ver agora como o papai está progredindo."
Ao lado, Geraldo franziu os lábios, com uma expressão séria: "Não precisa olhar. O papai chegou tarde, a mamãe já foi levada por um tio mau."
Daniel arregalou os olhos: "Que tio mau?"
Geraldo abriu o tablet e exibiu um vídeo. "Pelas câmeras do Peter, foi o Hugo."
A imagem do vídeo estava um pouco embaçada, mas era possível ver claramente uma equipe de homens de preto invadindo a cabana e, em seguida, saindo com uma mulher de cabelos compridos.
O homem que liderava era alto, seu contorno nítido sob a luz da lua, com uma correspondência de 99% no reconhecimento facial com Hugo.
O rostinho de Daniel se contorceu imediatamente: "Então foi aquele tio mau que levou a mamãe!"
Ele pulou da cama, ansioso: "Então vamos rápido, vamos bloquear as estradas! Ele não vai conseguir sequestrar a mamãe!"
"Fique tranquilo." Geraldo balançou o tablet com confiança. "O papai já foi atrás dele."
A atmosfera no quarto relaxou de repente.
Julio, depois de alimentar Gilberto, correu e perguntou: "Quando o papai saiu?"
"Há uma hora." Geraldo abriu outro monitor, que mostrava um ponto vermelho em movimento. "O papai disse para ficarmos quietos no hotel e esperarmos ele trazer a mamãe de volta."
Tristan parecia preocupado: "A mamãe se machucou?"
David cerrou os punhos de raiva: "Ha, Hugo, é melhor que eu não te encontre, senão..."
Ramiro podia sentir a fúria e a pressão iminentes do Diretor Martins.
Eles procuraram a senhora por mais de meio ano, até pensaram que ela estava morta, apenas para descobrir que Hugo a havia escondido. Qualquer um ficaria furioso ao saber disso; o fato de o Diretor Martins não ter enlouquecido já era um milagre.
O grupo logo encontrou a mansão de Hugo.
Helicópteros e uma frota de carros se dirigiram para lá em alta velocidade, cercando toda a propriedade.
Mas Hugo não havia voltado!
A mansão estava vazia, exceto por alguns empregados assustados.
David entrou a passos largos na casa principal e foi para o quarto onde Jessica havia ficado.
Ao abrir a porta, um leve aroma de rosas o envolveu, como se pudesse sentir a presença de Jessica.

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