Natan estava sentado no carro, desferiu um soco no volante, seu rosto tomado pela frustração e insatisfação.
Depois de um tempo, David se aproximou e bateu na janela do carro de Natan com a mão erguida.
Assim que o vidro baixou, a voz provocativa de David soou: "E aí, pretende ficar escondido aí dentro feito um jabuti assustado?"
Natan virou a cabeça para olhar David, lançando também um olhar para Jessica, que estava não muito longe dali. Sentiu o rosto queimar de vergonha.
"Eu perdi." Ele rangeu os dentes e forçou as palavras a saírem entre eles.
David arqueou as sobrancelhas: "Que bom que reconhece."
Mas Natan ainda estava muito irritado. Olhou para David, acusando: "Primo, eu só queria ficar um tempo sozinho com a princesinha, por que você teve que arruinar tudo pra mim?"
David soltou um riso frio: "Esse seu ‘tempo especial’ era correr com ela na estrada? Acha mesmo que ainda é uma criança pra fazer esse tipo de coisa tão imatura?"
Natan, com o pescoço tenso, retrucou: "Mas a princesinha estava claramente se divertindo! Você não entende nada de diversão, seu careta..."
Nesse momento, Jessica se aproximou. Olhou firme para Natan e disse: "Natan, eu não estava me divertindo. Na verdade, não gosto de esportes perigosos como corrida de carro, e muito menos de ser tratada como uma aposta."
"O quê...?" Natan ficou atônito. As palavras de Jessica caíram sobre ele como um balde de água fria, acabando de vez com sua confiança e entusiasmo.
Então, todas as suas bravatas de antes não passaram de papel de bobo?
E o pior era que, no que mais se orgulhava — sua habilidade ao volante — ainda por cima tinha perdido para o primo...
Jessica lançou um olhar para os dois: "Eu vou embora."
Ao terminar de falar, Jessica virou e se afastou, sem olhar para trás.
O rosto de Natan estava mais sofrido do que se estivesse chorando; quis chamar a princesinha, mas as palavras não saíam.


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