"A mamãe morreu."
Essas três palavras soaram extremamente estranhas num lugar como aquele.
"Você sabia… que a mamãe morreu?", hesitou ela. Sua voz suave tremia ligeiramente.
As pessoas ao redor não contiveram seu espanto, mostrando-se claramente confusas.
Yanie paralisou por um momento. Ela ficou um pouco chocada e rapidamente respondeu: "Do que está falando? Minha mãe? Minha mãe está aqui!".
Shenie riu ao ouvir essas palavras.
Em seguida, ela caminhou até um garçom, pegou uma taça de vinho da bandeja que ele segurava e bebeu tudo de um gole só.
"O que você está fazendo?", perguntou Jacob, correndo até ela e agarrando sua mão. Ele já estava no limite da sua paciência.
Ela nunca tinha bebido álcool antes. A sensação de ardor fez seu estômago doer um pouco.
"Pai!", disse ela, sorrindo friamente. "Sua ex-mulher está morta. Você está feliz agora?"
Yanie percebeu que as coisas não estavam indo bem, então ela rapidamente pegou a mão da irmã e disse: "Shenie, você bebeu demais. Não faça um escândalo aqui, hein?"
"Mas eu estou fazendo escândalo?" Shenie continuou a rir, mas seus olhos estavam cheios de ironia e deboche. "Você mandou um monte de mensagens para ela ontem à noite. Ela não te contou que se mataria hoje? Hahaha! A mamãe se suicidou no dia do seu noivado. Vai ser inesquecível pra você!"
Plaft! Jacob não conteve a raiva e esbofeteou o rosto de Shenie.
O tapa foi mesmo muito forte, e Shenie ainda não havia se recuperado totalmente da febre da noite anterior. Além disso, ela havia tomado chuva mais cedo e sua mãe tinha acabado de cometer suicídio. Ela já não aguentava mais.
Por isso, assim que levou o tapa, ela caiu no chão, com sangue escorrendo do canto de sua boca.
Shenie sentiu uma dor de cabeça aguda.
Lágrimas jorravam dos seu olhos e corriam por suas bochechas…
"Mamãe, você viu isso?"
"Nem mesmo com você morta eles ficaram tristes. Nem um pouco!"
"A única coisa que eles sentiram foi nojo de mim, por fazer uma cena na frente de todos."
"Nossa, que família nobre os Yales são!"
Quando Yanie viu a irmã no chão, sangrando, ela rapidamente se agachou e a segurou, dizendo: "Shenie, chega de escarcéu. Posso te levar para casa?".
A imagem de Yanie perante as pessoas melhorou por causa de seu comportamento e das suas palavras.
Charles estava parado, com as mãos no bolso. Seus olhos escuros estavam fixos nela, mas sua expressão era indiferente.
Shenie caminhou lentamente até ele, e seu corpo tremia um pouco.
Ela olhou para cima, com um sorriso brilhante, mas frio. Ela disse: "Meu cunhado Charles, parabéns…".
Charles olhou para a garota à sua frente. Os olhos de Shenie se encheram de lágrimas, mas ela tentava contê-las. Parecia que ela estava prestes a cair no choro a qualquer momento. Seu rosto, normalmente pálido, estava vermelho por causa da bebida.
"Charles, há algo… eu quero lhe dizer… Você pode se abaixar um pouco, por favor…" Ela balançou a mão, chamando-o.
"Eu posso ouvir você daqui", disse Charles, sem se mover. Seu tom de voz não havia mudado nada.
Yanie ficou atordoada com aquela cena e se aproximou deles rapidamente.
De repente, Shenie sentiu as pernas bambas e Charles a segurou bem a tempo, antes que ela se estatelasse no chão.
O homem olhou para a garota em seus braços. Seu olhar estava apático.
"Charles, o cheiro em meu corpo… é familiar?"
Essa foi a última frase que Shenie pronunciou antes de desmaiar.

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