Maia se virou e apertou o botão da campainha ao lado da cama.
Pouco depois, uma enfermeira bateu na porta e entrou:
— Srta. Maia, o que aconteceu?
Maia lançou um olhar rápido para a porta do quarto, que estava meio aberta, e falou com calma:
— Eu quero trocar de roupa, mas não consigo alcançar a roupa sozinha. Você pode fechar a porta e trazer a roupa para mim?
A enfermeira assentiu:
— Claro.
Ela se virou para fechar a porta. Um dos seguranças olhou de lado, desconfiado. A enfermeira se apressou em explicar:
— A Srta. Maia vai trocar de roupa.
O segurança não falou nada. Ele só ouviu o som da porta se fechando.
A enfermeira pegou o pijama de paciente dobrado em cima do sofá:
— Srta. Maia, a senhora quer que eu ajude a trocar?
Enquanto falava, ela puxou a cortina ao redor da cama.
Maia sorriu com doçura:
— Quero, sim. Muito obrigada.
Os seguranças esperaram na porta por uns cinco minutos. Só então a porta atrás deles se abriu e a enfermeira saiu do quarto. Eles olharam pelo visor e viram Maia deitada na cama, aparentemente dormindo.
…
Dias antes, quando Ivone teve cólicas, Davi insistiu em afastá-la do trabalho. Ele só permitiu que ela voltasse para a empresa depois que o período terminou e o rosto dela voltou a ficar corado.
Antes de sair de casa, Davi estava semi-reclinado no sofá, ainda se recuperando do ferimento. Ele falou:
— Se você aguentar, você trabalha. Se não, pede afastamento, entendeu?
Davi ainda não sabia que ela já havia entregue o pedido de demissão e que, na prática, quase não havia mais trabalho para ela. Por isso, faltar era fácil para ela. Ivone calculava que, em cerca de dez dias, tudo estaria resolvido e o desligamento concluído.
— Certo, eu sei. Mas você precisa se cuidar. O Gael não mandou você voltar para casa para se recuperar? Você, o herdeiro todo poderoso da família rica, insiste em ficar apertado nesse quartinho comigo. — Ivone resmungou enquanto calçava os sapatos.
Davi olhou atentamente para a roupa que ela tinha escolhido. O decote da blusa de tricô estava um pouco baixo. Ele apertou os lábios:
— Com esse frio, você não está usando pouca roupa?
— Hoje está quase vinte graus. Você está com frio?
Quando ela já ia sair, Davi chamou:
— Troca de roupa. — Davi finalmente disse a verdade. — Esse decote está muito baixo. Não vou deixar aqueles velhos tarados lá fora verem você.
Ivone soltou uma risada.
Ela lembrou da época do jardim de infância, quando ela e Davi sentavam lado a lado. Sempre que ela usava vestido, Davi puxava a barra para baixo, com o rostinho gorducho sério, decidido a não deixá-la exposta. Depois de tantos anos, ele continuava igual.
— Está bem, está bem. — Ivone fez uma expressão de quem cede a um filho mimado e entrou no quarto para trocar de roupa.
Quando saiu, estava quase toda coberta. Davi avaliou de cima a baixo e declarou:
— Agora estou satisfeito.
Ivone saiu de carro do condomínio. A rua por onde costumava passar estava em obra devido à troca de tubulação, então ela precisou pegar um desvio. A rua era estreita e cercada por prédios residenciais, então ela dirigia devagar.
Quando o carro de Ivone ia fazer a curva, alguém saiu correndo de dentro de um dos prédios e atravessou de repente. O rosto de Ivone mudou de cor instantaneamente. Ela pisou no freio com força. Mesmo assim, como a pessoa surgiu muito perto, acabou batendo no carro.
Ivone abriu a porta sem perder tempo e correu até a pessoa caída:
— Você está bem?
Era uma mulher com boné e máscara. Ivone agachou-se para ajudá-la a levantar e, sem querer, acabou derrubando a máscara.
A mulher levantou a cabeça devagar e sorriu para ela:
— Oi, Ivi.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo!
Finalizado como? Nenhuma história fechou: cofrinho nao fez a cirurgia, os pais da Ivone vivos, nao se chegou a essa parte...
ta ficando muito enrolada a historia...