— Agora façam o favor de cair fora daqui. Imediato!
Ivone se virou, pegou Davi pelo braço e entrou de volta no condomínio.
Davi lançou um olhar rápido, e, em questão de segundos, os seguranças se alinharam diante da entrada do hall, bloqueando totalmente a passagem. Por mais poderosos que fossem os homens de Fabiano, ninguém ia passar por ali.
Quando eles entraram no elevador, Davi ficou de costas para Ivone. Ele sabia que ela era orgulhosa e detestava que alguém a visse chorando.
Ele estendeu a mão, em silêncio.
— Eu não trouxe lenço. — Comentou ele.
Enquanto falava, ele ergueu a manga do casaco gelado, revelando a manga do suéter por baixo. Ele puxou o tecido para cobrir a mão e ofereceu a ela, para que ela enxugasse o nariz e as lágrimas ali.
Depois de tudo o que tinha acontecido, ele nem conseguia imaginar em que estado ela ia desabar.
Ivone não usou a manga dele. Ela ficou um bom tempo parada, até levantar a mão e esfregar o rosto de qualquer jeito.
— Eu tô bem. — Ela disse, num tom calmo demais.
Quando eles chegaram em casa, Ivone entrou direto no quarto e trancou a porta. Davi ficou na sala, sentado no sofá.
Pouco depois, a campainha tocou. Davi foi atender. Era o assistente dele, segurando uma sacola de farmácia:
— Sr. Davi, a Ivone me ligou e pediu pra eu comprar isso. Ela mandou eu passar a pomada no senhor.
Davi segurou a maçaneta por um instante e olhou para a porta fechada do quarto.
— E o Fabiano? — Ele perguntou.
— Ele já foi embora. — Respondeu o assistente.
Davi deu uma risada seca.
O assistente entrou.
— O melhor é cuidar logo desses machucados no seu rosto. Senão, amanhã, quando o senhor voltar pro set, o pessoal vai cair em cima de mim. — Ele comentou.
Davi pensou que, com Ivone daquele jeito, ele não tinha a menor cabeça pra voltar para as gravações. Mesmo assim, ele deixou o assistente limpar e medicar os ferimentos. Logo depois, o rapaz foi embora.

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