Depois do café da manhã, a sra. Clements chamou Frederick para conversar a sós. Antes de ir com ela, ele fez com que Alicia voltasse ao quarto, com medo de que ela comesse algo que não deveria caso ficasse!
Na verdade, Alicia já não estava mais com fome por causa da forma como Frederick foi grosseiro com ela mais cedo. A mulher não seria capaz de comer nem se lhe oferecessem um banquete.
No quarto, Alicia ficou remoendo a raiva. Ela achava que ele tinha ido longe demais! A mulher sempre tentou tolerar o comportamento dele, mas ele não a respeitava nem um pouco. O marido a tratava mal quando estavam sozinhos e até mesmo quando havia outras pessoas em volta!
Era muito desconfortável, ainda mais por estar sendo repreendida pela pessoa mais próxima dela. Alicia se sentia mal. Ela passou os últimos dois anos sozinha, sem namorar ninguém, e nunca falaram daquele jeito com ela. Por que Frederick a odiava tanto?
Ele tinha enlouquecido? Só podia haver algo errado com ele.
Alicia estava arrasada e furiosa ao mesmo tempo. Ela se sentia completamente derrotada por causa do que ele fez!
Quando o homem entrou no quarto, foi logo depois de levar uma bronca da avó. Ele também estava de mau humor e olhou feio para a esposa.
No momento em que foram embora da mansão, era como se os dois fossem inimigos. Eles nem se deram ao trabalho de fingir que eram próximos como marido e mulher.
O carro foi em alta velocidade até o centro da cidade e chegou à área urbana. Frederick encontrou um bom lugar e estacionou perto da calçada.
"Às cinco horas, volto para te buscar."
Ou seja, até lá, ela poderia fazer o que quisesse.
A mulher estava com preguiça de responder, então apenas bufou e abriu a porta. Depois, desceu e teve que se segurar para não dizer: "Não precisa voltar, não quero saber mais de você".
Os dois estavam de saco cheio um do outro neste momento. Quando ela sequer olhou para ele ao sair, Frederick cerrou os punhos sem perceber e segurou com mais força o volante. Ele se sentia muito desconfortável.
Não demorou para que ele ligasse o carro de novo e dirigisse para longe.
Sozinha depois das brigas, Alicia se sentiu mais relaxada, mas ainda estava triste.
Ela queria se dar bem com ele e até tentou dar o seu melhor nos últimos dois dias. A mulher parou na frente do ponto de ônibus e, furiosa, deu um chute na placa. Ela devia estar maluca para ter simpatizado com ele!
Se o homem quisesse ficar bravo com ela, a mulher deixaria e não lhe daria mais bola!
Após entrar no ônibus, Alicia foi primeiro ao hospital. Depois de visitar o pai, ela foi ver o dr. Lewis para saber mais sobre a situação dele.
O médico pegou um raio X e começou a explicar:
"Senhorita Blanchard, o coágulo de sangue no cérebro de seu pai melhorou bastante. Apesar de estar se recuperando devagar, é uma reação muito boa que mostra que ele está melhorando. A frequência de suas ondas cerebrais está visivelmente diferente, portanto o plano de tratamento é viável. Pedi à sua mãe para que ela gravasse algumas conversas sobre o passado dos dois, tal que, quando ela não está por perto, ele ainda possa ouvir a voz dela regularmente. É bom para estimular o cérebro dele e ajudar os nervos a se recuperarem. Caso seu cérebro volte a funcionar normalmente, vai afetar seu corpo, e ele pode acordar. Grave alguns você também. Claro, é apenas uma sugestão minha, então não precisa fazer isso se não quiser."
"Que ótimo! É o que vou fazer. Trago as gravações na próxima vez em que visitar!"
Momentos atrás, quando ela estava conversando com o pai, percebeu que as pálpebras dele tremiam de vez em quando. Isso significava que ela não estava imaginando coisas. Alicia sorriu e ficou animada por um momento, mas depois ficou triste outra vez.
"Você disse que tem boas e más notícias. As más são...?"



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