A bolsa dela estava vazia?
No fundo, a única coisa que se podia ver era um corte feito por uma faca afiada. A carteira e o celular dela não estavam em lugar algum. Lá, havia restado apenas a chave, guardada dentro de um compartimento.
Ela virou a bolsa de cabeça para baixo e a olhou de todos os ângulos, sem saber o que pensar. A mulher estava completamente pasma.
Alicia tinha acabado de descer do ônibus, que não estava longe. O que estava acontecendo? Seus pertences haviam todos sido roubados? Como isso ocorreu sem que ela percebesse?
Ela sempre colocava um guarda-chuva dobrável dentro da bolsa. Porém, tirou-o de manhã porque o achou pesado demais.
A mulher olhou em volta por um momento, depois olhou pelo chão onde tinha passado. Não havia nada ali.
A situação a fez começar a chorar de mágoa. 'Que desgraçado fez isso comigo? Como ele pôde roubar de uma pessoa tão pobre como eu?'
Ela pensou nos 2.000 dólares que havia acabado de receber e ficou arrasada!
O celular, a carteira de identidade e vários cartões de crédito também...
Alicia olhou em volta de novo, relutante em abandonar sua última esperança. Desta vez, ela até procurou nas latas de lixo nos cantos e nas pilhas de lixo. Perder o celular era o de menos; o pior era perder a identidade. Isso lhe causaria tantos problemas...
Ela refez o caminho que tomou para chegar até ali e notou que havia um pequeno beco lá perto, onde vários mercados abriam de noite. No entanto, durante o dia, poucas pessoas transitavam por aquela área, e ela achou que havia uma probabilidade maior de encontrar suas coisas lá a essa hora.
Quando entrou no beco, viu um jovem vestido de preto mexendo em uma carteira vermelha. Seus olhos se iluminaram, e Alicia foi correndo até ele, gritando:
"Ladrão! Devolve minha carteira! Seu ladrãozinho!"
Ela perseguiu o homem por duas ruas, sem parar para tomar fôlego apesar de estar de salto alto. Todavia, não demorou para que o perdesse de vista. Quando se deu conta de que não havia mais esperanças, sentiu o cansaço de uma só vez e ficou sem ar. Alicia achava que aquilo era demais e ficou tão furiosa por ter sido enganada que caiu em prantos.
"Maldito! É bom você rezar pra eu não te pegar! Como ousa me roubar? Quando eu botar as mãos em você, vou te esfolar e te pendurar numa árvore..."
Ela ficou lá, xingando e morrendo de raiva. Enquanto isso, Frederick estava esperando por ela fazia quase 20 minutos. Vendo que não conseguia entrar em contato com ela pelo celular, o homem ficou tão irritado que corou.
"Mulher desgraçada", xingou. Ele só tinha se atrasado um pouco; será que isso foi o suficiente para que ela voltasse sozinha para reclamar para a sra. Clements?
Como não conseguiu entrar em contato com ela, Frederick foi direto para casa.
Foi só quando o carro de luxo do homem se foi que Alicia se lembrou que tinha combinado de se encontrar com ele. Ela se sentia exausta.
Seu celular e seu dinheiro haviam sido roubados... O que ela deveria fazer agora?
Após refletir um pouco, soube que a única possibilidade era chamar um táxi.
Ela viu a hora e percebeu que já eram cinco e meia. Alicia não sabia se o marido estava atrasado ou se só tinha perdido a paciência e ido embora, mas sentiu-se muito chateada enquanto caminhava pela rua.
Se Frederick se atrasasse e a mulher não esperasse por ele, sobraria para ela no final! Ele provavelmente lhe daria a mãe de todas as broncas! Agora, se ele tivesse ido embora sem esperar por ela, todos ficariam sabendo, e também sobraria para ela.
Alicia deveria continuar ali, esperando por ele, ou deveria chamar um táxi? Era melhor ir para a mansão da família Clements ou para a própria casa?
Ela não tinha a menor ideia do que fazer. No fim, ficou andando por aí como se fosse um robô, pensativa. Quando notou que algo gelado estava caindo em suas bochechas, voltou a si de repente. Ao olhar para cima, viu que havia começado a chover.
'Mas que azar de m*rda!'
Ao ouvir a mensagem automática no celular do neto, a sra. Clements fez uma cara ainda pior. "Onde você largou ela? Tá chovendo muito forte. E se algo tiver acontecido?"
Ele olhou para fora, e as palmas de suas mãos começaram a suar. "Vovó, vou lá procurar ela. Conversamos sobre isso quando eu voltar."
Enquanto falava, ele se virou e saiu pela porta.
"Ei, leva um guarda-chuva! E vai com cuidado! Esse moleque...", xingou ela.
Vovó ergueu a mão na direção do neto, ansiosa. Atrás dela, Miranda disse em voz baixa: "Sra. Clements, você deveria estar feliz. Parece que o mestre Frederick finalmente está nervoso e preocupado por causa de alguém. Não se preocupe, a chuva não está tão forte assim."
Estava chovendo bastante, mas não era nenhum dilúvio. Depois de esperar um pouco, Alicia começou a ficar atenta aos táxis que passavsam perto.
Entretanto, por ser um dia chuvoso, não seria fácil pegar um. Ela não tinha uma guarda-chuva nem dinheiro e estava toda encharcada, portanto não tinha coragem de chamar um táxi nesse estado. Ela temia ser expulsa de dentro do veículo e ficar em uma situação ainda pior.
A chuva estava ficando mais fraca, e as pessoas tinham voltado a circular na rua. Foi nesse momento que ela voltou para a calçada. Quando viu um táxi, ela acenou com a mão e foi correndo até ele. De repente, ouviu a buzina de um carro ao lado dela, seguida do barulho do veículo freando bruscamente. Um homem rugiu:
"C*ralho, você quer morrer?"
Antes que ela voltasse a si, o carro a contornou, jogando água nela e deixando-a ensopada mais uma vez. A mulher ergueu os olhos e viu uma gorda de meia-idade entrando no táxi que ela havia chamado.
Antes que Alicia pudesse reagir, o táxi saiu, espirrando água nela também!
A mulher ainda estava digerindo o fato de que o homem grosseiro gritou com ela e ficou parada ali, sentindo-se a maior azarada de todos os tempos. O corpo dela estava todo sujo, e ela não sabia que táxi a aceitaria neste estado. A chuva voltou a ficar cada vez mais forte, e ela sentiu vontade de chorar.
Então, virou-se. Ela precisava procurar abrigo de novo. Quando saiu correndo, acabou escorregando de repente e ouviu algo se rasgar enquanto tentava manter o equilíbrio. Foi aí que notou que o vestido tinha se rasgado após ficar preso em uma parte de metal que separava a calçada da rua.

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