Ceo Vadia nas alturas Capítulo 17

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– Sim, claro. Amanhã às 14 horas. – Confirmo o horário com um dos chefes de cozinha.

Resolvo ligar para cada um e confirmar a presença deles. Foi uma grande disputa para chegar nesses três em especial e saber que o Matthew é um dos donos do restaurante fez com que eu tivesse a atenção dos melhores. Desligo o celular e passo a mão pelo rosto sentindo o cansaço. Não quero ficar na sombra do Matthew, mas não envolver ele faria o processo ser longo demais e não tínhamos todo esse tempo.

Hoje aconteceu minha primeira reunião com a equipe do Matthew, que no caso agora é nossa. Para não correr risco de precisar da equipe ao mesmo tempo, foi contratado mais pessoas, mas preferimos manter a equipe para os dois já que nossos trabalhos serão vinculados de um jeito ou de outro. Até o momento estou me mando bem com todos. Segundos depois Matthew aparece, ele coloca sua pasta no sofá e afrouxou sua gravata.

– Amanhã às 14h no restaurante. – Começo a dizer. – As sete da manhã vão começar a montar a cozinha. Não vão ter muito trabalho, porque já era um restaurante, mas vão dar uma melhorada já que passou muito tempo fechado e uma atualizada nos equipamentos. Dando todo conforto, fácil acesso e espaço para que possam trabalhar.

– Está falando comigo agora? – Matthew debocha. – Vou ver se tenho horário disponível pra você.

– Matthew, não brinca. – Levanto do sofá indo até ele. – Esse foi o único horário que conseguir juntar todos eles.

Era para eu ter marcado na agenda dele. Esse é o bom de ter equipe compartilhada.

– Não posso deixar de fazer as minhas coisas pra fazer as suas.

– O restaurante não é só meu…

– É por isso que você deve compartilhar o andamento do restaurante, mas em vez disso preferiu me ignorar por dois dias.

Respiro fundo e mordo o lábio inferior. Prolongar esse assunto não vai nos levar a nada. Matthew não vai ceder é capaz a gente passar a noite toda discutindo o mesmo assunto. Confesso que errei também.

– Me desculpa.

– O que?

Ele tinha ouvido. Não posso correr risco de acontecer o mesmo de hoje cedo. Ainda não tenho um nome forte no mercado, mas as pessoas também não precisam me xingar por isso. Como eu odeio depender de homem. Ainda vou passar muita raiva com isso. Mas desistir não é uma escolha. Homens idiotas tem em todos os lugares, mas mulheres fodas tem mais ainda.

– Desculpa. Eu reconheço que foi criancice minha e burrice sua… mas preciso que esteja lá amanhã. Não devo decidir isso sozinha.

– Teria sido um pedido de desculpa perfeito se não tivesse me chamado de burro.

– Ninguém pode ser perfeito. – Dou de ombros.

Matthew desabotoa alguns botões de sua camisa.

– Cadê meus funcionários que mal os vejo desde que você chegou

– Eu liberei eles. Mesmo que tenha sido difícil fazer a Anna ir embora. – Deito no sofá. – Mesmo cuidando dos preparativos do restaurante, eu ainda tenho tempo sobrando. Não cresci tendo pessoas fazendo tudo pra mim. Então com o tempo que sobra eu arrumo a casa.

Matthew faz uma careta e sobe para o quarto. Pego meu celular e digito o numero do celular da minha mãe, mas logo deixo o celular de lado e vou para o quarto dele. Ele ainda não disse que iria amanhã. Assim que entro Matthew sai do banheiro só de cueca. Ignoro a vista me jogando

- Você vai estar lá amanhã?

vou. Você já jantou?

sem fome. – Respondo puxando a coberta até a cabeça.

Tem o cheiro dele.

– Levanta e troca de roupa.

– Eu não quero sair com você!

Para de ser chata, Aria. Não vai ser sempre que vou me redimir. Então

a coberta da minha cabeça.

Então por que quer se redimir? Ninguém está te pedindo

– Estou tentando melhorar nosso convívio!

Olha, querendo ou não estamos em um relacionamento. Eu não sei como foi seus relacionamentos antes de mim, mas nós dois sabemos que para dar certo é preciso ceder. Você trata o trabalho como prioridade e é por isso que estou aqui, não é? Precisa de uma família para ter contato com outras empresas. Mas deixa eu te dizer uma coisa: se você não mudar, eles vão continuar te vendo do mesmo jeito. – Sento na cama. – Apenas três pessoas sabem da verdade. Claro que fiquei com raiva de ter voltado, porque sabia que voltando você ia enfiar a cara no trabalho e pronto. Esquece o resto da vida. Martin tenta fugir de mim sempre que pode. – Coloco a mão no queixo. – Eu acho que ele tem medo de mim. – Digo e dou de ombros, voltando ao meu discurso. – Esse apartamento é grande o bastante para me sufocar em meus próprios problemas. Já tenho que depender do seu dinheiro, não quero ter que depender da sua amizade. Não nasci e cresci no seu mundinho. Se eu fizer alguma merda, acabou tudo.Tenho que ter cuidado dobrado. Não é contratando outras pessoas para me moldar que vai fazer isso dar certo. Nós dois. Foi você que me procurou, Matthew.

que estava sentindo tudo isso, mas estou me sentindo bem mais leve agora. Matthew não gosta de ser contrariado e muito menos ser colocado contra parede. Mas verdades tem que ser ditas. Todos sabem o amor que ele tem pelo

hora dele mostrar seu outro lado que talvez nem ele mesmo saiba que tem. As pessoas que ele quer atingir são marcas mais familiares, assim Matthew pode vender para qualquer pessoa. Porém os donos são pessoas mais velhos que não vão confiar seu trabalho em um jovem de vinte e cinco anos. Mesmo Matthew sendo um dos jovens mais promissores e com a empresa mais bem sucedida em pouco tempo no

Você está saindo melhor que a encomenda. – Ele diz. Reviro os olhos com sua resposta e eu volto a deitar na cama. Matthew é tão teimoso quanto eu. – Ei,

na cama, vindo até a mim. Com suas pernas a cada lado do meu corpo, Matthew segura minhas mãos me puxando e fazendo eu