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Cinco Anos de Um Casamento Vazio romance Capítulo 132

— Ei! Senhora, a senhora está bem? — Lorena ouviu alguém chamando atrás dela e sentiu braços segurando seu corpo antes que ela atingisse o chão. No meio daquele torpor, ela reconheceu vagamente a voz da mesma policial de antes.

Mas ela nem teve tempo de dizer que estava bem. O corpo dela simplesmente cedeu, desabou nos braços da policial e ela perdeu os sentidos.

Lorena sentiu o corpo tomado por uma exaustão profunda, um cansaço tão intenso que parecia ter dormido durante uma eternidade.

Quando acordou, ainda atordoada, achou o ambiente estranhamente familiar. Ao olhar melhor ao redor, percebeu que não estava na casa da avó, mas de volta à casa onde morava com Isaac. Naquele momento, estava deitada na cama do quarto do casal.

— Cof, cof... — A garganta dela ardia levemente, e ela tossiu duas vezes.

— Sra. Cunha! — Isabela ouviu a tosse e apareceu imediatamente à porta. — A senhora acordou! Quer um pouco de água? Eu trago um copo para a senhora.

— Entre. — Respondeu Lorena, percebendo que a própria voz saía rouca.

Isabela empurrou a porta, entrou com um copo de água nas mãos, ajudou Lorena a se sentar, apoiando-a pelas costas, e levou o copo até seus lábios para que ela pudesse beber.

— Como eu vim parar aqui? — Lorena se lembrava de ter travado uma verdadeira batalha na delegacia contra Isaac e o grupo de amigos dele, e depois de ter desmaiado na saída do prédio.

— Foi o Sr. Cunha quem trouxe a senhora nos braços. — Explicou Isabela. — Ele disse que a senhora não estava se sentindo bem e chamou o médico particular para examiná-la. O médico disse que não era nada grave, que a senhora provavelmente estava apenas muito cansada. O senhor pediu que eu deixasse a senhora descansar à vontade. Depois, ele disse que ainda tinha algumas coisas para resolver e saiu.

Lorena assentiu.

Ela realmente estava exausta. Não era apenas o corpo, drenado de energia; era também o coração, consumido pelo cansaço.

— Ah, e a sua avó ligou mais cedo. Quem atendeu foi o Sr. Cunha. Ele não comentou que a senhora tinha passado mal. Acho que ele não quis preocupar a sua avó. Ele apenas disse que a senhora estava muito cansada por causa da reabilitação, que ficaria em casa descansando e que não iria para a casa dela hoje.

Lorena voltou a assentir.

— Então pegue o meu celular, por favor.

Ela conversou um pouco com a avó, prometeu que descansaria direito e, depois de ouvir alguns conselhos carinhosos, encerrou a chamada.

Quando voltou os olhos para a tela, Lorena viu uma nova mensagem de Liliane: apenas um ponto de interrogação.

Lorena respondeu com um emoji de mão fazendo o sinal de “OK”.

As duas não disseram mais nada, mas ambas entenderam perfeitamente.

Lorena acreditava que, daquela vez, tinha vencido. Mas era uma vitória vazia, incapaz de lhe trazer qualquer satisfação.

Tudo aquilo apenas tinha deixado ainda mais evidente o quanto ela realmente era frágil diante daquela situação. Em cinco anos, ela tinha acabado confinada a um mundo pequeno demais.

Quando Isaac tinha dito que protegeria Aurora “a qualquer custo”, Lorena já sabia que ele usaria todo o dinheiro e toda a influência que possuía. Mas ela, com a perna comprometida e cinco anos vivendo praticamente isolada, não tinha rede de contatos, não tinha apoio, não tinha estrutura e quase não possuía recursos para enfrentar esse “a qualquer custo” de Isaac.

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