— Ei! Senhora, a senhora está bem? — Lorena ouviu alguém chamando atrás dela e sentiu braços segurando seu corpo antes que ela atingisse o chão. No meio daquele torpor, ela reconheceu vagamente a voz da mesma policial de antes.
Mas ela nem teve tempo de dizer que estava bem. O corpo dela simplesmente cedeu, desabou nos braços da policial e ela perdeu os sentidos.
Lorena sentiu o corpo tomado por uma exaustão profunda, um cansaço tão intenso que parecia ter dormido durante uma eternidade.
Quando acordou, ainda atordoada, achou o ambiente estranhamente familiar. Ao olhar melhor ao redor, percebeu que não estava na casa da avó, mas de volta à casa onde morava com Isaac. Naquele momento, estava deitada na cama do quarto do casal.
— Cof, cof... — A garganta dela ardia levemente, e ela tossiu duas vezes.
— Sra. Cunha! — Isabela ouviu a tosse e apareceu imediatamente à porta. — A senhora acordou! Quer um pouco de água? Eu trago um copo para a senhora.
— Entre. — Respondeu Lorena, percebendo que a própria voz saía rouca.
Isabela empurrou a porta, entrou com um copo de água nas mãos, ajudou Lorena a se sentar, apoiando-a pelas costas, e levou o copo até seus lábios para que ela pudesse beber.
— Como eu vim parar aqui? — Lorena se lembrava de ter travado uma verdadeira batalha na delegacia contra Isaac e o grupo de amigos dele, e depois de ter desmaiado na saída do prédio.
— Foi o Sr. Cunha quem trouxe a senhora nos braços. — Explicou Isabela. — Ele disse que a senhora não estava se sentindo bem e chamou o médico particular para examiná-la. O médico disse que não era nada grave, que a senhora provavelmente estava apenas muito cansada. O senhor pediu que eu deixasse a senhora descansar à vontade. Depois, ele disse que ainda tinha algumas coisas para resolver e saiu.
Lorena assentiu.
Ela realmente estava exausta. Não era apenas o corpo, drenado de energia; era também o coração, consumido pelo cansaço.
— Ah, e a sua avó ligou mais cedo. Quem atendeu foi o Sr. Cunha. Ele não comentou que a senhora tinha passado mal. Acho que ele não quis preocupar a sua avó. Ele apenas disse que a senhora estava muito cansada por causa da reabilitação, que ficaria em casa descansando e que não iria para a casa dela hoje.
Lorena voltou a assentir.
— Então pegue o meu celular, por favor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinco Anos de Um Casamento Vazio
Atualizaaaaa...
Quando terá atualização???...