Na manhã seguinte, o problema com o carro já tinha sido resolvido. Lorena e o grupo da turnê voltaram a pegar estrada, rumo à próxima cidade. O destino daquela etapa era Veneza.
A famosa Veneza. E os famosos anjinhos da sorte em forma de boneco.
Quando Lorena viu que, em quase todas as lojinhas das ruas e vielas, alguém vendia aqueles bonecos, ela lembrou, de repente, da prateleira de casa, cheia deles, um ao lado do outro. O pretexto era bonito: dizer que era para ela não se sentir sozinha.
Um dia, Lorena tinha sido boba o suficiente para acreditar que aqueles bonecos estavam ali para fazer companhia a ela. Ela já nem sabia com quem, de fato, eles tinham ficado.
Alberto achou que ela tinha gostado.
— Lorena, você quer escolher um?
Lorena balançou a cabeça. Os bonecos não eram feios, mas, para ela, eram só lembranças que não traziam nada de bom.
O celular tocou de repente. Era um número estrangeiro, desconhecido. Lorena atendeu. Do outro lado, uma voz educada se apresentou como atendente da recepção de um hotel.
Era o hotel na Alemanha onde eles tinham se hospedado e feito o check-out naquela manhã.
— Senhora, nós encontramos uma chave no seu quarto. Deve ser algo que a senhora esqueceu. A senhora poderia deixar o seu endereço atual para que nós pudéssemos enviar pelo correio? — Explicou a funcionária.
Uma chave?
— Essa chave está presa em um chaveiro com a foto de um casal jovem? — Perguntou Lorena. — Um homem e uma mulher?
— Sim. A moça é a senhora. Nós lembramos do seu rosto.
Lorena sorriu de leve:
— Muito obrigada. Podem jogar fora, por favor. Eu não quero mais.
— A senhora não quer? Tem certeza? — A recepcionista achou que tinha entendido errado.
— Tenho, sim. Eu não quero mais. Joguem fora, por favor. Muito obrigada. — Lorena foi totalmente firme.
— Certo. Então me desculpe o incômodo. — A funcionária encerrou a ligação.
Lorena sabia que era a chave de casa. O apartamento tinha fechadura eletrônica com senha, mas também tinha chave física. Logo depois do casamento, foi Isaac quem disse que eles deviam carregar a chave sempre. Se um dia a fechadura ficasse sem bateria, se a digital não funcionasse ou se alguém esquecesse a senha, a chave ainda garantiria a entrada.
Por isso, ela tinha colocado as chaves em um chaveiro e mandou fazer, com uma das poucas fotos dela com Isaac, um pingente personalizado. Depois, ela guardou tudo no bolso interno da bolsa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinco Anos de Um Casamento Vazio
Chato,387 capítulos e aurora não foi desmascarada,ta na cara q ela e breno querem o dinheiro de Isaac q o filho é de Breno. Desenrola isso logo já ta chato...
Paraeeiiiiii com esse livro num dá...
Antagônico, Lorena e Isac,kkkkk Sem contexto. Viagem, kkkk...
Pelo amor de deus, capítulo 387 e Aurora ainda não foi desmascarada... Lorena ainda fica atrás do primo, Breno ainda é um pé no saco. E agora Isaac tava na loja de vestido de noiva com aurora, de joelhos pedindo perdão pra avó da Lorena (não pra Lorena) e lembrou do acordo que assinou, dizendo que vai passar tudo pra Lorena e a aurora solta um: e o nosso bebê vai ficar sem nada? O que eu divido que ela estaja grávida, e se estiver duvido que seja do Isaac (já que a autora deu a entender que Isaac apagou de bêbado), chuto dizer que é do Breno......
Ou ela transou com ele dormindo naquele dia que ele estava bêbado, ou o filho é do Breno e não dele, o que eu acho muito mais provável....
Eu só queria o livro todo o ler.. saber quanto e!...
Alguém pode enfiar uma bala bem no meio da cara desse homem ?...
Que antagonismo foi esse?kkkkk...
Eu gostaria que este livro estivesse disponível em sua totalidade para leitura, com o valor total já fixado. O leitor fica preso esperando cada capitulo avulso. No final quanto será pago para ler um livro?...
Alguém tem disponível os capítulos 376 em diante, em PDF?...