Nos últimos dias, sempre que anoitecia, começava a chover.
Lorena tinha acabado de adormecer quando ouviu o som da chuva batendo na janela, pingo após pingo. O cheiro do xampu ainda estava no ar, envolvendo-a por completo, e por um instante ela teve a sensação de ter voltado à casa da avó, deitada ao lado dela na cama simples do interior. Aquilo trouxe uma calma profunda.
Ela dormiu maravilhosamente bem naquela noite.
Na manhã seguinte, Lorena foi acordada pelo despertador.
No primeiro segundo, ainda estava grogue, convencida de que continuava na casa da avó. O cobertor tinha a temperatura perfeita, nem frio nem quente, o cheiro do xampu ainda envolvia sua respiração, e ela, como sempre, achou que estava abraçada na avó…
Abraçada na avó?
Ela despertou de repente. Como assim estava abraçada na avó, se já tinha voltado da casa dela?
Lorena abriu os olhos e deu de cara com a gola de um pijama azul-marinho. Um pouco mais acima, viu o pomo de adão e a sombra da barba por fazer…
A cabeça dela zuniu. Num impulso, virou o corpo e se desvencilhou do abraço de Isaac.
Como aquilo tinha acontecido?
Naquele ritmo, ela concluiu que o quarto de hóspedes não servia para nada mesmo. A cama era pequena demais. Só a cama king-size da suíte principal conseguiria garantir uma distância mínima entre os dois — a única distância realmente segura.
Isaac só se mexeu naquele momento, como se tivesse sido acordado pelo movimento dela.
— Esse tempo está estranho. — Ele comentou, levantando da cama e abrindo a cortina. — À noite sempre chove, de manhã o céu abre. Esse barulho de chuva deixa qualquer um virando de um lado para o outro na cama.
Lorena pensou, em silêncio, que não sabia se aquilo era uma reclamação ou apenas um comentário qualquer.
— Eu vou para a empresa. Hoje à noite vou chegar mais tarde. — Ele falou, depois de se arrumar às pressas. Não acrescentou mais nada e saiu de casa.
Ela não tinha o menor interesse em saber a que horas ele voltaria. Assim que ele cruzou a porta, começou uma operação de limpeza geral.
Ela pegou todos os cadernos de IELTS e, separando alguns do início — os que tinham mais erros —, empacotou o restante. Pediu a Isabela que chamasse um homem que comprava papel usado e vendeu tudo.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinco Anos de Um Casamento Vazio
O que eu acho interessante que esse livro é infindável , pelo amor de Deus parem com essa mania de querer fazer o consumidor engolir abaixo algo que poderia ser tão prático nja foi pago Libera logo o livro todo e não os pedaços...
Quando sai mais capítulos?...
Aff, que nojo dessa Aurora. O/a autor/a desse livro deve ter um fetiche tremendo em fazer esse tipo de cena nojenta. Não é possível....
O livro faz TANTA questão de repetir que Lorena não se importa com isso e aquilo que fica chato ao extremo. Essa Aurora e Isaac, toda essa necessidade do Livro de ter momentos nojentos de drama com esses dois está tornando a leitura cada vez mais cansativa, chata e odiosa. Nada de bom acontece sem que essa mulher seja mencionada o tempo todo, ou que apareça de repente para fazer um drama nojento. Se o objetivo era fazer alguém odiar quase tudo nessa história, comigo conseguiu. As partes ridículas, nojentas e odiosas tomam tanto espaço no livro que eu até esqueço de sentir empatia pela personagem principal. Acabou sentindo raiva dela por não jogar logo na cara dele certas coisas. Por se calar quando não deveria. Para mim, a personagem não demonstra nenhum pouco de maturidade. Nenhum personagem mostra ter....
Qnd atualiza??????...
Essa menina não teve muito amor dedicado a ela, talvez por isso ela não saiba, que ela também precisa se amar....
Oi, para desbloquear o pagamento o valor que aparece é em dólar?...
Atualizaaaaa...
Quando terá atualização???...