Francisca estava sentada no lugar, segurando firme a colherinha de café.
Ela observava as costas de Aurora partindo e ficava com mais raiva a cada momento que passava.
Ela claramente queria ver a decadência de Aurora, ver como ela estava fora de lugar e se sentia inferior naquela cerimônia de grande porte.
Ela queria ver Aurora com os olhos cheios de inveja, ciúme e ódio.
Mas e o resultado?
Aurora se manteve calma como uma pessoa de fora, do começo ao fim.
Em contraste, ela é quem pareceu um palhaço e no final ainda foi ensinada por Aurora com aquele olhar de compaixão!
Ela ficou verde de raiva, agarrou a bolsa e saiu.
Assim que saiu do café, os membros da equipe que esperavam do lado de fora havia muito tempo se aproximaram.
— Diretora Werneck!
Letícia chegou perto com o rosto lisonjeiro, tentando ajudá-la a carregar a bolsa.
Francisca desviou de cara feia e perguntou reprimindo a raiva:
— O que mandei vocês investigarem, está claro?
— Têm certeza de que Aurora só foi trazida por essas figuronas para ver o mundo?
Letícia concordou rapidamente, garantindo com toda certeza:
— Tudo claro! É verdade absoluta!
— Eu perguntei agora mesmo para um amigo brasileiro que está lá em Harvard.
Ela tirou o celular, procurou o histórico de conversa e passou para Francisca como quem exige o prêmio:
— Veja, na equipe deles, além da Aurora, todos são doutores!
— Aquele John que lidera a equipe é um gênio entre os gênios.
— Geralmente, grupos de pesquisa de nível de doutorado desenvolvem projetos de alta precisão. É muito difícil colocar o nome de uma aluna de mestrado.
Letícia franziu a boca, com um tom muito desdenhoso:
— Ouvi dizer que Aurora é boa de conversa, é bonita e se dá bem com aqueles nerds.
— Provavelmente serviu chá e água e os deixou felizes.
— Por isso a trouxeram de passagem nesta cerimônia, para que ela pudesse ver o mundo e ganhar prestígio. Ela vai poder se gabar quando voltar!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Como uma Fênix, Renasce das Cinzas