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Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 186

"......"

Aurora não esperava que aquele homem chegasse a esse ponto de forma tão direta.

Ela ficou sem palavras, sem conseguir dizer uma única sílaba.

Davi também não esperou por uma resposta dela.

Ele foi direto até a cômoda ao lado do guarda-roupa e abriu a gaveta.

Lá dentro, havia uma fileira organizada de calcinhas dela, em tons suaves: bege claro, verde menta, rosa pálido... Todas cores delicadas.

Sem mudar a expressão, o homem empurrou delicadamente as peças dela para o lado, abrindo espaço.

Então, colocou ali suas próprias cuecas pretas, dobradas com cuidado ao lado das dela.

Aurora, ao ver aquela cena, ficou tomada por uma mistura de raiva e ansiedade; seu rosto ficou instantaneamente vermelho.

Mas percebeu que não tinha forças para impedir.

Aquele homem... estava mesmo falando sério?

Eles realmente iam morar juntos assim?

Só de pensar em dividir o mesmo teto com outro homem, a cabeça dela já doía.

Ainda mais aquele homem, que por fora parecia tão sério e contido, mas na cama parecia se transformar em outra pessoa.

Como um lobo faminto e insaciável.

Antes de terem se envolvido, ele já perdia o controle de vez em quando; depois que começaram, então...

Bastava pensar na loucura da noite retrasada para Aurora se preocupar com a própria sobrevivência.

Enquanto ela se perdia nesses pensamentos, o homem já tinha entrado no banheiro dela, colocando seus produtos de higiene nas prateleiras.

Aproveitando a oportunidade, Aurora foi até a porta buscar o delivery.

Assim que se sentou para comer, Davi saiu do banheiro, lançando o olhar para a embalagem da comida dela.

"Não jantou?" ele perguntou.

Aurora assentiu com um "uhum". "E você? Já comeu?"

"Como você não voltou, comi um miojo."

Aurora congelou por um instante.

Então ele já tinha vindo antes, viu que ela não estava, e subiu de novo para o próprio apartamento?

Ao ver que ela não estava comendo comida pronta congelada, o homem não falou mais nada, apenas puxou a cadeira em frente a ela e sentou-se.

E ficou ali, olhando fixamente para ela.

Aurora ficou tão desconfortável com aquele olhar, que até mastigar virou um exercício de cautela.

A porta do escritório foi subitamente batida.

Aurora levou um susto, quase deixando a caneta cair da mão.

A voz grave do homem veio através da porta, um pouco rouca:

"Ainda não vai dormir? Amanhã não trabalha?"

"Já vou, já vou!"

Ela respondeu apressada, a voz até tremia.

Aurora enrolou o máximo que pôde no escritório, até não ter mais desculpa para adiar, e, sem alternativa, saiu.

Foi ao banheiro se preparar, e ao trocar de roupa optou por não tirar o sutiã, como se fosse sua última linha de defesa.

Ao sair, viu de imediato o homem, vestindo um roupão preto folgado, recostado de um lado da cama, mexendo no celular.

A luz amarela e quente ressaltava os traços marcantes do rosto dele, e as linhas definidas do peito mal apareciam sob o tecido...

Aurora desviou o olhar rapidamente, sem coragem de encarar.

Agarrou-se à última esperança e perguntou baixinho: "A gente... vai mesmo morar junto?"

Davi levantou os olhos do celular ao ouvir, o olhar pousando nela, uma sobrancelha arqueada.

"Você não quer morar comigo?"

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