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Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 209

Ela não tinha paciência para ouvir mais aquelas besteiras e se virou para sair.

"Olha só, não é a Aurora? Ouvi dizer que, para conseguir ser aluna do Dr. Alves, você usou todos os truques possíveis, mas no fim nem conseguiu ver a cara do professor?"

Alguém logo soltou uma risada debochada: "Acho que o Dr. Alves só fez esse anúncio porque não aguentava mais você insistindo. Deve ter sido pra te fazer desistir, né?"

"Se quer ser aluna do Dr. Alves, tem que se esforçar muito. Quem sabe um dia você ganha o prêmio de ouro!"

Gargalhadas ecoaram ao redor.

Aos olhos deles, uma simples graduada de universidade comum jamais se compararia à filha predileta do destino, recém-chegada do MIT.

Aurora, porém, parou de repente e se virou.

Seu olhar passou pelos rostos sarcásticos e pousou diretamente em Íris, que estava cercada por todos.

Ela sorriu: "Fiquem tranquilos, eu vou me esforçar."

O sorriso de Íris congelou por um instante.

Ela olhou para Aurora; aqueles olhos sempre frios e distantes, naquele momento, pareciam lâminas afiadas mergulhadas em gelo, indo direto em sua direção.

Ninguém sabia da tempestade oculta naquele breve cruzar de olhares.

Só Íris sabia.

Aurora estava declarando guerra.

Por aquela tecnologia que Íris roubara e usara para chegar ao topo.

Íris se sentiu desconfortável sob aquele olhar, os dedos se encolheram levemente, mas no rosto manteve o orgulho e a elegância de uma executiva formada no exterior.

Ela ergueu o queixo e disse suavemente: "Então, se esforce mesmo. Faltam poucos meses para a competição. Se precisar de qualquer ajuda, pode me procurar."

O canto dos lábios de Aurora se curvou num sorriso frio; ela não disse nada e se virou para ir embora.

Atrás dela, outra onda de comentários venenosos.

"Tão cheia de si pra quê..."

"Nem foi ela que terminou com o Diretor Morais..."

Essas vozes, ela conhecia bem.

Alguns meses atrás, essas mesmas pessoas caminhavam abraçadas com ela, jurando amizade eterna.

Mas bastou um piscar de olhos para que, assim como Nelson, todas pisassem nela por causa de Íris.

Não valia a pena se importar com quem muda de lado conforme o vento.

Aurora voltou diretamente ao quarto da mãe.

[Se a Íris realmente é tão boa, que dispute comigo de igual para igual.]

[Você estar tão nervoso assim só me faz pensar que ela não tem capacidade de me enfrentar e por isso mandou você falar por ela!]

A mensagem de Nelson chegou rapidamente.

[Só estou tentando te ajudar. Se não quiser ouvir e depois virar motivo de chacota, não venha chorar pra mim!]

Aurora revirou os olhos.

Chorar?

Ela já não era mais aquela tola que chorava por qualquer coisa.

Foi Davi quem lhe ensinou que, diante dos problemas, as lágrimas eram a coisa mais inútil do mundo. Só ficando forte ela conseguiria superar qualquer dificuldade.

Na verdade, foi por causa de Nelson que ela adquiriu aquele mau hábito de chorar diante de qualquer problema.

No fim da noite, os corredores do hospital estavam silenciosos.

Aurora ajudou a mãe a sair do banheiro; nesses dias, Regina já conseguia andar devagar.

Ela ajeitou a mãe na cama, cobrindo-a cuidadosamente.

De repente, Regina perguntou, com um ar de dúvida: "O que o Davi está fazendo hoje?"

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