"Eu vi minha mãe. Ela faleceu de câncer no estômago, e quando se foi, já estava tão magra que mal se reconhecia. Mas no jogo, ela ainda era aquela mulher do meu passado, que adorava usar vestidos e tinha um sorriso tão doce. Abracei ela e chorei muito, contei que eu estava bem, que finalmente... consegui me despedir direito dela."
"Meu pai sempre foi um homem rígido, a gente vivia discutindo desde que eu era criança. Até o dia que ele morreu num acidente de carro, nossa última conversa ainda foi uma briga. No jogo, ele pediu desculpas de maneira desajeitada, disse que não tinha sido um bom pai. Foi então que percebi que ele só não sabia como me amar. Essa mágoa, finalmente consegui curar."
"Minha avó ficou muitos anos com demência e, quando faleceu, já não me reconhecia mais. Mas no jogo, ela era como quando eu era pequena: tirou um doce do bolso com as mãos trêmulas e me chamou de ‘minha menina’..."
Esse jogo virou uma verdadeira colheita de lágrimas de milhares de pessoas, e ao mesmo tempo, um remédio para curar as feridas mais profundas do coração.
Claro, também tinha quem, como Aurora em sua vida passada, simplesmente comprava para jogar em casa.
Mas o preço era absurdo: só o equipamento de VR custava mais de um milhão, e ainda não vinha com a cápsula do jogo, apenas permitia conectar à própria tela.
Mesmo assim, em apenas três dias desde o lançamento, o jogo já tinha alcançado o topo da lista de pré-vendas nacionais de jogos em VR.
Não era à toa que o Grupo Reino queria comemorar.
Aurora estava prestes a largar o celular quando, de repente, alguém a marcou no grupo.
Era o Hélio.
[@Aurora nossa pequena heroína, hoje à noite você tem que vir, hein! [sorriso maroto]]
Aurora olhou para as palavras "pequena heroína" e curvou os lábios num leve sorriso.
Pensou um pouco, e lembrou que tinha algumas dúvidas que queria tirar com Hélio, assim evitaria ter que ir até a Mansão Alves de novo.
Então, respondeu com um gesto de "OK".
À tarde, Aurora adiantou todo o trabalho que tinha para fazer.
Depois de criptografar os dados principais e transferi-los para o celular, pegou outro notebook onde estavam os demais sistemas e foi ao hospital.
Regina Pereira estava se recuperando bem, com um ar saudável.
Mãe e filha conversaram um pouco, e quando o relógio se aproximava do horário combinado, Aurora se levantou para ir ao local da comemoração.
Assim que chegou ao corredor do elevador, Sávio apareceu para recebê-la.
"Diretora Franco, o Diretor Chaves está ali na varanda, disse que precisa falar com a senhora."
Aurora entregou a mochila do notebook para Sávio: "Segure para mim."

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