"Pum!"
A porta do quarto se fechou atrás dele.
"Luan!" Nelson cerrou os dentes e gritou para a porta fechada: "Se a Aurora perder um fio de cabelo, eu juro que você vai se arrepender!"
Nenhuma resposta veio de dentro.
Os seguranças de preto dos dois lados imediatamente deram um passo à frente, bloqueando firmemente a porta atrás de si.
O assistente ajeitou calmamente os punhos da camisa, lançou um leve sorriso para Nelson, mas a voz saiu fria como gelo.
"Diretor Morais, o senhor é o primeiro a ousar irritar tanto o Sr. Luan."
"Por favor, por aqui."
Nelson encostou-se à parede, o olhar sombrio fixo na porta fechada à sua frente.
No fundo, começou a desconfiar: Aurora… estaria mesmo ali dentro?
Com aquele perfeccionismo quase obsessivo de Luan e seus hábitos, realmente parecia impossível que ele escondesse uma mulher em sua suíte particular.
Mas o instinto masculino lhe dizia – ela estava ali!
Seria só impressão?
Aquele homem era realmente perigoso.
Na vida passada, Luan também não voltou à Família Martins para assumir os negócios, mas continuou sendo o rival que mais lhe tirava o sono.
Ele não desejava nada, ninguém sabia ao certo o que ele queria.
E pessoas assim… eram as mais assustadoras.
Se Aurora tivesse um mínimo de juízo, já saberia que precisava se manter longe de alguém assim!
Mas, justamente para contrariá-lo, ela se recusava a pedir sua ajuda, preferindo recorrer àquele homem!
Nelson sentiu vontade de abrir a cabeça daquela mulher tola, só para ver o que ela tinha dentro!
"Nelson, o que houve?" Íris correu até ele.
Nelson tirou a mão do peito, a voz fria e dura: "Nada."
Ele a encarou e perguntou: "Você encontrou a Aurora?"
O brilho nos olhos de Íris se apagou, e ela balançou a cabeça, desapontada.
*
Quando Aurora acordou de novo, já era o meio-dia do dia seguinte.
Com dificuldade, ela mexeu os lábios ressecados, e logo um copo de água morna foi encostado em sua boca.
Ao lado, a voz aflita de Susana: "Aurora, você acordou? Está com sede? Beba um pouco de água."
Aurora abriu os olhos e, com a ajuda dela, bebeu quase todo o copo. Só então sua mente enevoada começou a clarear.
Imagens fragmentadas invadiram sua cabeça.
Ela se lembrava de estar analisando os prós e contras para o Sr. Luan, então… tontura, calor pelo corpo inteiro.
Depois, parece que desabou e… o beijou?
Assustada, Aurora se sentou de repente.
Na mente, além daquele beijo ardente, parecia recordar também de ter sido banhada por água fria.
Ela parecia segurar a camisa do homem, chorando e pedindo… para que ele a ajudasse?

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