Entrar Via

Como uma Fênix, Renasce das Cinzas romance Capítulo 92

Ela, apavorada, jogou o edredom para o lado e abaixou a cabeça para examinar a si mesma.

"Fica tranquila!" Susana sorriu e disse: "Embora tenham tentado te armar uma, pelo menos você saiu ilesa, não perdeu nada. Fui eu quem te trocou de roupa."

Aurora finalmente soltou um suspiro de alívio, mas seu rosto ainda carregava uma expressão difícil de descrever.

Mesmo que nada mais grave tivesse acontecido, ela se lembrava perfeitamente: tinha beijado o Sr. Luan.

Ela tinha prometido ao Davi, com tanta convicção, que nunca trairia o relacionamento deles, e agora...

Susana voltou a falar, indignada: "A culpa é toda daquele canalha que te drogou! O gerente já descobriu, foi um estagiário querendo se dar bem, te achou bonita e acabou fazendo besteira. Ainda bem que o Sr. Luan foi um verdadeiro cavalheiro e te trouxe de volta imediatamente."

De repente, Susana se aproximou, fazendo caretas e piscando: "Olha, dizem que aquele remédio é bem forte... Você e o Sr. Luan não chegaram a fazer nada?"

Aurora rapidamente gesticulou com as mãos: "Não, não! Não aconteceu nada entre a gente!"

Susana arqueou as sobrancelhas, olhando-a de forma desconfiada: "Então por que você estava com essa cara de fim de mundo agora há pouco?"

Aurora desviou o olhar: "Afinal, fui eu que dei bobeira, aceitei aquela bebida..."

De repente, ela encarou Susana: "Você é prima dele, como pode ficar torcendo pra eu e o Sr. Luan termos feito alguma coisa?"

"Era só uma pergunta." Susana riu, com um ar travesso. "Olha só pra você, ficou até vermelha, desse jeito... Não me diga que... você beijou o Sr. Luan?"

"Para de imaginar coisas!" Aurora negou, nervosa, empurrando Susana em direção à porta. "Vai logo pra casa, tenho um monte de coisa pra fazer!"

"Tá bom, tá bom, já estou indo." Susana ria sem parar e, antes de sair, virou-se de novo para dar uma piscadinha marota: "Ah, tem canjica no fogão! Foi seu marido quem preparou pra você, não esquece de comer, hein! Qualquer coisa me liga!"

"Já entendi, vai logo!"

Com um "pum", a porta se fechou e o mundo finalmente ficou em silêncio.

Aurora se jogou na cama macia, puxou o edredom e cobriu a cabeça, tomada por um arrependimento que dava vontade de sumir.

Como pôde ser tão ingênua e aceitar o espumante que o garçom lhe ofereceu?

E ainda beijou outro homem... Como encararia Davi depois disso?

Só quando o estômago começou a protestar de fome, Aurora se arrastou devagar da cama.

Na cozinha, o cheiro da sua canjica de milho com abóbora favorita — aquela que ela mencionara para Davi enquanto estava internada — pairava no ar. Ele tinha lembrado.

Os grãos estavam macios, a abóbora adocicada.

Ela sabia muito bem o perigo que Sr. Luan representava. Se não fosse por necessidade, jamais teria procurado ele.

Tomara que aquele homem poderoso tivesse memória curta e esquecesse completamente tudo o que aconteceu na noite anterior.

Nesse momento, alguém bateu à porta com força.

O coração de Aurora disparou, quase deixando o celular cair.

Ela respirou fundo, tentando parecer calma antes de abrir a porta. Para seu alívio, era apenas seu assistente.

Júlio estava eufórico, mal conseguia esconder a empolgação: "Diretora Franco, a senhora foi incrível! Eles aceitaram alugar o apartamento pra gente! E o valor ficou super em conta!"

Aurora ficou paralisada.

Na cabeça dela, o beijo da noite passada continuava a se repetir.

Mordeu o lábio, forçou um sorriso pior que um choro.

"Será que... não era melhor procurarmos outro lugar?"

Sentia que, para convencer o Sr. Luan, talvez... tivesse sacrificado um pouco de sua "imagem".

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Como uma Fênix, Renasce das Cinzas