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Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu romance Capítulo 10

O homem usava um terno sob medida, pele clara e refinada, com óculos de aro dourado apoiados no nariz.

Tinha a aparência impecável de um cavalheiro, mas por baixo daquela fachada havia um toque de malícia, um lobo na pele de um cordeiro.

Claramente fofoqueiro, ele largou a xícara e se inclinou sem vergonha contra o biombo decorativo para escutar a conversa.

Não se incomodou com a falta de decoro e ainda fez sinal de silêncio para o homem sentado à sua frente, que permaneceu imóvel e quieto.

Em voz baixa, murmurou: “Tsk. Vamos assistir o confronto entre a esposa e a amante. Aposto três milhões que a esposa vai jogar dinheiro na cara dela e mandá-la embora. Vai, escolhe um lado. Se perder, aquele Koenigsegg novo na sua garagem é meu.”

Do outro lado da mesa, o homem segurava uma xícara de porcelana, os dedos longos traçando lentamente a borda. O olhar permanecia frio e desinteressado, como se não tivesse ouvido nada.

Joel Callahan insistiu: “Anda logo! Se eu perder, te dou um por cento do contrato!”

Isso finalmente arrancou uma risada do homem. “Aposto que a esposa não vai dar um centavo.”

Joel ficou boquiaberto.

Balançando a cabeça, ele se inclinou mais perto e sussurrou: “Você vai perder. Jonathan, você pode ser um gênio pilotando jatos, mas não entende nada de briga de mulher. Se essa aí não pretendesse gastar dinheiro, não teria escolhido uma cafeteria chique e reservada pra esse duelo.”

“Quer apostar? Minha experiência vem de devorar cada novela e dorama de romance que existe. Sei o que estou dizendo.”

Cercado pelo vapor perfumado e pelo aroma terroso do café, Jonathan pousou a xícara. Os dedos longos bateram uma vez na mesa, sinalizando para Joel encher novamente.

Enquanto Joel se inclinava para servir, ouviu Jonathan resmungar num tom preguiçoso: “E ficou burro assim de tanto assistir essas porcarias?”

Ele ficou mudo. Com uma língua dessas, por que não toma veneno logo em vez de café?

….

Do outro lado do biombo, Anneliese ignorava o ar fingidamente inocente e o sorriso provocante de Coral.

Com movimentos calmos e firmes, despejou o pó de café na cafeteira. Depois, levantou o bule e adicionou a água quente, deixando o aroma se espalhar pelo ar.

Quando o perfume do café recém-passado tomou conta do ambiente, Anneliese finalmente empurrou uma xícara na direção de Coral e falou:

“Ninguém está te pedindo pra deixá-lo. Vai em frente, pode ficar.”

A desconfiança brilhou no olhar de Coral. Comparada à calma imperturbável de Anneliese, ela claramente estava perdendo o controle.

“Sério? Se não veio me afastar, veio só me oferecer café?”

Vendo que ela não tocava na xícara, Anneliese não insistiu. Apenas levantou a sua e tomou um gole delicado. “Sra. Slenderidge, você diz que não quer destruir meu casamento, mas não parece ser o caso.”

Se realmente não quisesse competir, por que enviar aquelas fotos provocantes?

A ambição de Coral era evidente desde o primeiro encontro. Ela não se contentava em ser um caso passageiro, queria o título, a posição.

Com os dedos entrelaçados, Coral não conseguia decifrar o tom ou a intenção de Anneliese. Quanto mais o silêncio se estendia, mais suspeitava que estava sendo gravada. A voz tremia, os olhos se enchiam de lágrimas. “Eu não…”

Anneliese não tinha paciência para ver a encenação de vítima. Pousou o celular sobre a mesa e deu dois toques leves na tela. “Relaxa. Não estou gravando. Só nós duas aqui. Vamos ser francas uma com a outra e talvez… Cooperar?”

Coral franziu a testa. Do ponto de vista dela, as duas estavam em lados opostos. Que tipo de ‘cooperação’ poderia existir?

“Você só pode estar brincando.”

Essa serenidade incomum a deixava inquieta. Sentindo-se desconfortável, Coral se levantou para ir embora, mas Anneliese pegou algo na bolsa e lhe entregou um documento.

“Por que não dá uma olhada antes de sair?”

“Papéis de divórcio? O que isso significa?” A voz de Coral subiu assim que leu o título.

Atrás do biombo, Joel arregalou os olhos em silêncio. Uau… essa esposa não veio pra brincar.

Logo, a mesma voz clara e melodiosa ecoou novamente:

“Exatamente o que está vendo... Vou me divorciar de Zacharias. E você quer ocupar o meu lugar. Então, de certo modo, temos o mesmo objetivo. Ele se recusa a assinar, por isso quero que use sua posição pra fazê-lo assinar esses papéis.”

“Não deve ser difícil pra você, certo?”

Os olhos de Coral se arregalaram. “Você enlouqueceu? Mesmo que ele assine sem ler, quando descobrir pode contestar. E não precisa das duas partes no tribunal? Ele vai acabar sabendo.”

Ela tinha certeza de que a jovem estava armando pra cima dela.

Se realmente usasse a própria influência pra conseguir a assinatura de Zacharias, Anneliese poderia facilmente expô-la depois. Assim, além de ser culpada por destruir o casamento, ainda seria vista como manipuladora e interesseira. Ele perderia toda a confiança nela, talvez até a demitisse.

Ela não era burra. Por que se arriscaria?

Coral levantou os papéis, pronta pra jogá-los de volta, mas Anneliese disse com tranquilidade: “Tudo o que precisa fazer é conseguir a assinatura dele. O resto é comigo. Sra. Slenderidge, vou me divorciar, custe o que custar.”

Capítulo 10 Enganando-o a assinar os papéis do divórcio 1

Capítulo 10 Enganando-o a assinar os papéis do divórcio 2

Capítulo 10 Enganando-o a assinar os papéis do divórcio 3

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