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Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu romance Capítulo 11

Tem alguém do outro lado!

Anneliese ficou horrorizada. O que ela acabou de fazer era definitivamente algo que não queria que ninguém visse.

Por favor, que não tenham ouvido nada…

Claro, o que ela mais temia foi exatamente o que aconteceu.

Aquela voz soou novamente, cheia de surpresa e empolgação: “Achei que fosse o episódio da esposa destruindo a amante, mas, no fim, é a esposa e a amante se unindo contra o homem!”

“Sinceramente, tô começando a sentir pena do cara. Espera… Zacharias? Por que esse nome me soa tão familiar?”

A voz até que era agradável, mas, naquele momento, Anneliese queria poder envenenar o dono dela até a morte.

Não era só um fofoqueiro... Era um fofoqueiro profissional! E ainda por cima parecia conhecer Zacharias! Se ele dissesse algo, todo o plano dela iria pelos ares!

“Lembrei! É o fundador da Clauderias Tech, né? Um dos jovens empresários em ascensão de Oceaton! Isso mesmo, ele ganhou aquele prêmio dos Dez Melhores Jovens Empreendedores no ano passado, não foi você quem entregou?”

“Não me lembro.” A voz de Jonathan era calma e distante enquanto ele pousava a xícara, deixando bem claro que Joel devia calar a boca.

Mas o homem estava tão envolvido no drama que nem percebeu a dica. Continuou tagarelando sem parar: “Como assim não lembra? Vocês até tiraram uma foto juntos que viralizou!”

“Se não tivesse tirado do ar tão rápido, teria bombado nas redes. O povo chamava vocês de os reis gêmeos do mundo dos negócios. Mas, caramba, as mulheres hoje em dia são implacáveis mesmo, hein? O cara vai ser pego de surpresa com papéis de divórcio e nem desconfia!”

“Que carta na manga será que a esposa ainda tem pra fazer o Zacharias assinar esse acordo? Ele não é exatamente fácil de enganar... Ouvi dizer que tem um temperamento bem perigoso. Ei, por que não está falando nada? E que cara é essa?”

Joel falava até ficar rouco, enquanto a expressão de Jonathan permanecia impassível. Nada é mais solitário do que fofocar sozinho, então ele pegou o café para molhar a garganta.

Foi então que uma voz clara e delicada, curiosamente familiar, soou ao lado dele.

“Quer amendoins?”

Perfeito. Nada combina mais com uma fofoca do que amendoins!

Joel virou a cabeça e viu uma figura esguia e graciosa parada ao lado do biombo. Ele nem tinha percebido quando ela apareceu.

A mulher tinha a pele clara e delicada, que reluzia sob a luz do sol que entrava pela janela. Seus traços eram finos e luminosos.

O mais marcante eram os olhos naturalmente enevoados, levemente puxados nos cantos, doces e suaves, com um toque de encanto natural.

Ela era deslumbrante, e não devia ter mais que vinte e poucos anos.

Os olhos de Joel se iluminaram de admiração. Que lindaE ainda me entende!

No momento em que reconheceu a voz como a mesma de trás do biombo, o café que acabou de beber desceu pelo caminho errado.

Ele se engasgou, tossindo descontroladamente.

Tinha presumido que as mulheres já tinham ido embora, já que estava tudo silencioso do outro lado.

Ainda tossindo, olhou para Jonathan, que continuava em absoluto silêncio, e o encarou com uma acusação muda.

Fullbuster, seu desgr*çado! Sabia que elas ainda estavam aqui e não me avisou!

Jonathan parecia impassível, o olhar nem sequer se desviou. Seus olhos estavam fixos em Anneliese. A voz já lhe pareceu familiar antes, mas não tinha dado importância... Ela parecia tão jovem na noite anterior, como uma estudante. Nunca imaginou que era realmente ela.

“Ah… Sra. Shaw, certo?” Joel desculpou-se com um sorriso sem graça. “Desculpe por antes. Falar pelas costas foi falta de educação. Mas, quer dizer, nós chegamos primeiro. Ouvir sem querer também não é tão grave assim, né? Então… Que tal recomeçarmos? Joel Callahan, atual CEO da Everfield Capital.”

Era um homem experiente, sabia se sair bem de situações constrangedoras. Depois de se recompor, levantou-se como se nada tivesse acontecido e estendeu a mão para Anneliese.

Ela não tinha ido ali para brigar. Com um sorriso educado, deu um passo à frente, pronta para apertar a mão dele, até que Jonathan, que permaneceu calado até então, falou:

“Retire esse nós da sua frase.”

A mensagem era clara: ele não tinha nada a ver com a fofoca e não queria ser incluído.

Anneliese estava focada apenas em Joel, afinal, era a língua dele que representava perigo. Mas, ao ouvir aquela voz familiar, ela se virou instintivamente para Jonathan.

E no instante em que viu aquele rosto frio e impecável, e encontrou o olhar profundo dele, o tornozelo vacilou.

Ela deixou escapar um gritinho ao tropeçar em direção à mesa.

De olhos fechados, amaldiçoou Jessica por insistir em passar no shopping para comprar um par de saltos de dez centímetros, só pra ela parecer mais imponente diante de Coral.

Agora estava prestes a se humilhar completamente. Só esperava não cair sobre a chaleira e queimar o rosto.

Mas a cena embaraçosa que imaginou, de xícaras quebradas e café derramado, nunca aconteceu. Um braço firme e sólido a segurou, impedindo a queda.

Instintivamente, Anneliese se agarrou a ele como se fosse sua tábua de salvação, envolvendo-o com força.

Quando finalmente se estabilizou e abriu os olhos, soltou o ar, apenas para ser atingida por um aroma sutilmente amargo, de café, misturado com notas frias de madeira e âmbar.

Deus, por que comigo?

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