Quando Zacharias recebeu a ligação e correu para o hospital, Melody e Lenora já tinham sido suturadas e vacinadas contra a raiva.
No instante em que mãe e filha o viram entrar, se jogaram uma nos braços da outra, chorando. “Olha o que sua esposa fez! Ela perdeu completamente o controle!”
“Ralei a vida toda pra criar você e sua irmã. Nunca pedi muito em troca, nem mesmo gratidão, mas um pouco de respeito não mataria ninguém! Tô de coração partido. Não dá pra ficar mais aqui... Vou voltar pra casa!”
Lenora se agarrou à mãe, as lágrimas escorrendo em segundos. O rosto estava inchado, e havia uma mordida profunda em sua perna. O médico disse que deixaria cicatriz, e ela se sentia injustiçada.
“Zach, a Anneliese sabe que a mamãe é alérgica a pelo de cachorro, mas mesmo assim trouxe aquele bicho pra casa. Tentei conversar e ela mandou o cachorro atacar a gente. Ainda xingou a mamãe, disse que ela devia morrer! Você precisa fazer alguma coisa. Se não fizer, vamos embora pra Baytree!”
Vendo a mãe e a irmã chorando juntas, o rosto de Zacharias ficou sério; as veias em sua têmpora pulsavam. “Onde ela está?”, perguntou, com raiva.
Percebendo sua raiva, Lenora se apressou em responder: “Ela sumiu. Mandou o cachorro em cima da gente e depois simplesmente desapareceu.”
“Mãe, vou resolver isso. Descansem.” Zacharias deixou Jackie cuidando delas e saiu, o rosto frio e implacável.
Ao ver aquilo, Lenora correu atrás dele, agarrando seu braço e chorando ainda mais. “Se divorcia da Anneliese. Eu gosto da Selina, e você também, não é? Se não fosse por ela te patrocinar nos estudos e mandar dinheiro pra tratar a mamãe, a gente nem teria o que tem hoje.”
“Ela é gentil, elegante, pura, refinada e ainda por cima tá estudando fora! É uma verdadeira moça de família rica, a única que merece ser minha cunhada. A Anneliese não chega nem perto!”
Ao lembrar que Selina ainda lhe mandava presentes do exterior e prometeu apresentá-la ao rapaz de quem gostava quando voltasse, Lenora se empolgou ainda mais.
Ela acreditava que o irmão sentia o mesmo. Sabia que Selina era o grande amor que ele nunca pôde ter e que só se casou com Anneliese para protegê-la. Agora que ela havia ultrapassado todos os limites, ele devia odiá-la ainda mais. Devia estar louco pra se livrar dela.
Mas, para seu espanto, a expressão de Zacharias ficou ainda mais fria, e ele a cortou bruscamente: “Chega! O que acontece entre mim e a Anneliese não é da sua conta. E pra deixar claro... Não vai existir outra cunhada além dela. Tenha respeito.”
Ela ficou sob a luz branca, o rosto frio como gelo, a postura firme e solitária. O olhar que lançou sobre ele não tinha calor algum... Como se olhasse para um estranho.
Não… Como se olhasse para um inimigo.
Naquele instante, Zacharias sentiu o ar lhe faltar, o peito apertando num pânico súbito. Instintivamente, estendeu a mão pra segurar a dela. “Não é isso, eu...”
Mas antes que pudesse tocá-la, Anneliese recuou, desviando com um movimento brusco. As unhas dela roçaram o rosto dele, deixando uma ardência leve.
Humilhado diante de tantas pessoas, o rosto de Zacharias voltou a ficar sério. “Minha mãe é alérgica a pelos de cachorro, e você trouxe um pra casa mesmo assim. Isso já foi errado o bastante.”
“Além disso, ela é sua sogra, e minha irmã ainda é jovem. Não importa o que tenha acontecido, não devia ter encostado nelas, muito menos ter mandado o cachorro atacá-las! Você vai comigo pedir desculpa e implorar o perdão delas.”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Construí seu império e vi tudo queimar quando ele me traiu
O preço pode ser mais baixo mas os episódios não são publicados totalmente “limpos”, isto é existem partes em cor azul que não se conseguem ler bem....