Alba
Eu quase apertei o gatilho enquanto ele pressionava contra sua própria testa. Eu quase.. quase..
Esse homem não merece um pingo de compaixão vinda de mim, não merece nada, absolutamente nada vindo de mim, nem mesmo meu desprezo.
Os olhos dele estavam fortemente fechados e enquanto suas pernas sangravam algumas lágrimas escorriam pelo seu rosto. Lágrimas de que? De dor física ? Só pode, porque sentimentos ele não tem. Um ser humano que preste jamais faria o que ele faz. Um ser humano que preste jamais usaria PESSOAS como objetos descartáveis. Os negócios dele são sujos e olhar pra cara dele pensando nisso me dá náusea. Corri pro banheiro e joguei tudo que havia no meu estômago fora, meu corpo inteiro tremeu e o mundo ao meu redor girou rapidamente. Sentei no chão frio por um momento, a cólica começou a aumentar, mas por que? Estranhamente mal tive sangramento mas a cólica ainda vem e vai, talvez seja o estresse. Depois de alguns minutos levantei, lavei meu rosto e voltei pro escritório encarando o homem ajoelhado no mesmo lugar ainda, só que agora de cabeça baixa. Assim ele não parece tão imponente, nesse ponto de vista ele parece apenas um humano qualquer, se é que dá pra chamá-lo assim.
Virei minhas costas e saí do escritório, caminhei até a lareira com a *arma na mão e parei.
_ Levem ele ao hospital.
Ele merece ? Óbvio que não, mas não vou deixá-lo *morrer tão fácil, primeiro eu quero que ele *sofra como eu sofri, quero que ele seja quebrado da mesma forma que eu fui. Vingança pode destruir uma pessoa, mas como quebrar aquilo que já se quebrou.
Os soldados pareceram me entender e correram pro escritório. Engraçado, antes ninguém entendia minha língua, mas agora todos parecem tão fluentes quanto um nativo.
Dois deles saíram arrastando meu marido, deixando um rastro de sangue.
_ Alba..
Eles pararam com ele próximo de mim e mesmo fraco ele ainda insistia em chamar por mim.
_ Não fale meu nome, não ouse falar meu nome! Eu tenho *nojo de você!
_ Por favor lobinha.. eu .. eu me arrependi de ..
_ NÃO MINTA! VOCÊ NÃO SE ARREPENDEU DE NADA POIS SE TIVESSE, JÁ TERIA PARADO COM O *TRÁFICO!
Meus gritos eram ásperos e enquanto as lágrimas rolavam no meu rosto eu sentia vontade de socar a cara dele até cansar.
_ E-eu amo você, acredite em mim. Eu quero ter uma família com você minha lobinha..
_ Eu NUNCA vou ter um filho seu, NUNCA!
_ Não diga isso..
Eu ia responder mas repentinamente aquela cólica passou a ser algo bem mais forte. Encostei na estrutura da lareira e coloquei a mão na barriga. A dor parecia rasgar meu corpo inteiro.
_ ALBA !
Minha visão ficou esbranquiçada, e tudo que eu ouvia era a voz dele chamando por mim, mas não consegui responder, tudo apenas ficou escuro de repente.
(...)
Eu ainda não havia aberto o olhos, mas o barulho familiar me disse tudo. Abri lentamente meus olhos e a claridade do quarto me fez fechá-los e abri-los várias vezes.
_ hmm.
Resmunguei sentindo meu corpo pesado.
_ Senhora Alba Bolshakov ?
_ É Ramirez!
Resmunguei mesmo sem muita força.
_ Como se sente ?
Abri meus olhos e finalmente vi o homem que estava falando comigo. Um loiro alto, aparentemente com 50 anos e com um jaleco brano impecável.
_ Acho que.. melhor.

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