!!!!!!!!!!!!!!!Atenção!!!!!!!!!!!!!!!
Este capítulo contém cenas de tortura e conteúdo sensível.
Lobo
A curiosidade dela está me deixando incomodado. Não é a primeira vez que ela pergunta sobre que tipo de negócios trabalhamos. Eu até entendo que ela quer saber mais sobre a organização que faz parte, mas eu não sou Olivia, sou bem diferente. Claro, todos sabem que tipos de negócios eu faço, mas quero que ela fique sem saber por enquanto, é o melhor..
Ela está inquieta e visivelmente não está prestando atenção no que está lendo.
Levantei, levei meu computador para o escritório e voltei pra sala, já é noite e eu tava afim de levar minha lobinha pra passear já que ela parece melhor da cólica.
Me ajoelhei ao seu lado e passei minha mão em sua *bunda redonda.
_ Vamos sair ?
Perguntei forçando um sorriso.
_ Hum.. estou com dor.
_ Ah.
Ela virou o rosto e voltou a folhear o livro, tava na cara que Alba nem estava lendo de verdade.
_ Bom, eu vou então.
Minha intenção era levá-la para alguma boate, algum lugar que ela fosse gostar e talvez desmanchar essa cara de irritada, mas já que ela não quer vou me divertir sozinho e do meu jeito.
Coloquei uma roupa preta e voltei pra sala, um carro já estava me esperando.
_ Chefe, ele já está no abatedouro.
_ Ótimo, avise que quero ele bem acordado quando eu chegar.
Meus homens conseguiram pegar um soldado que estava vendendo informação para outras máfias, e provavelmente ele sabe alguma coisa sobre a carga que sumiu.
Durante o caminho inteiro fiquei pensando nessas dúvidas da minha lobinha, será que ela seria capaz de investigar por conta própria meus esquemas ? Não.. acho que não.
Só não posso me esquecer que ela é extremamente esperta, só espero que ela não fique puta comigo.
Chegamos no galpão e meus homens estavam alvoroçados. Raramente temos uma tortura aqui, porque raramente alguém tem coragem de me trair. Com toda certeza esse soldado foi imprudente e *burro o suficiente pra pensar que não seria pego.
O cheiro forte de bebida e cigarro tomou conta das minhas narinas. Meus homens estavam fazendo festa, algumas *prostitutas estavam no galpão também sendo divididas por vários homens ao mesmo tempo. O traidor estava no centro do imóvel, seu pescoço estava acorrentado no chão, como um cão em uma coleira.
O rosto dele estava sangrando e certamente ele estava bem acordado.
Conforme eu me aproximava dele, os homens iam ficando em silêncio.
_ Muito bom, fazia muito tempo que eu não tinha a chance de me divertir em público, não é mesmo rapazes ?
Eles riram. Havia uma mesa enorme com vários instrumentos. *facas, lâminas de todos os tipos de cortes e até uma pequena serra elétrica.
_ *Caralho, vocês estão inspirados hoje !
Realmente eles me surpreendem cada dia mais. Eles tiraram a coleira e suspenderam o homem pelos braços.
_ P-por favor senhor.. eu conto tudo, por favor..
Ele chorava como uma criança, dei uma risada irônica. Na hora de me trair sei que ele não pensou em nada, somente em seu bolso.
_ Não chore, hoje é um dia muito agradável. Bom, não pra você.
Falei rindo mas na dúvida do que escolher primeiro. Um dos soldados se aproximou, conheço esse faz tempo.
_ Senhor, posso lhe dar uma sugestão?
_ Pode.
Ele pegou a lâmina serrada.
_ *Cacete, treinei vocês muito bem!
Ele deu um sorriso orgulhoso, mas mais orgulhoso estava eu dos homens que criei. Monstros ? É, talvez, mas muito inteligente e leais. Esse daqui que vai virar churrasco na mesa de alguns clientes canibais não foi treinado por mim, mas sim pelo meu pai. A carne dele já é velha, mas ainda sim se pode fazer um bom uso para quem souber preparar.
_ E aí, por qual parte eu começo?
Perguntei aos homens que estavam ali. Começou uma gritaria, muitas sugestões. Enquanto isso, cerveja e cigarro passeavam pelo galpão de mão em mão, assim como as mulheres.
_ Bom, tá decidido, a voz do povo é a voz de Deus.
Dois homens se aproximaram, prenderam uma perna na corrente que antes estava no pescoço dele e a outra seguraram firme. Ele se debatia e gritava, mas eu nem sequer tinha começado.
_ Mas senhor..
_ EU MANDEI SAIR!
Eles abaixaram as armas relutantes e saíram da sala.
_ Eu vou *matar você.. da mesma forma que você me matou..
Ela sussurrou as palavras, seu rosto demonstrava um total descontrole. Mais dolorido que os dois *tiros que tomei eram os olhos dela, minha Alba estava sofrendo, enquanto isso o outro tentava assumir a todo custo mas isso é uma pena que somente eu devo pagar.
_ Eu amo você minha Lobinha, eu amo.. e se eu tiver que *morrer hoje, quero que seja pelas suas mãos.
Rastejei até os pés dela e olhei pra cima. Alba encostou o cano da *arma na minha testa e enquanto eu olhava em seus olhos senti minha visão embaçada. Cheguei a pensar que pudesse ser pela perda de *sangue, mas não, eram lágrimas.. pela primeira vez em duas décadas estou chorando.
_ Mesmo que você não acredite, eu amo você..
_ Você não merece viver.
Sussurrou ela olhando fixamente para os meus olhos.
_ Não, não mereço..
Agarrei o cano da arma e pressionei contra a minha testa.
_ .. então me *mate, acabe logo com isso.. mas saiba que nada do que aconteceu com você foi planejado por mim, era apenas um sequestro comum e acabou saindo do controle.. eu prometi pra você que todos eles vão *morrer, e mesmo *morto isso vai acontecer.
Ela franziu a testa.
_ Você não sabe o que é aquilo.. não sabe.
Ela estava se referindo ao leilão. Com toda certeza os arquivos acabaram desbloqueando suas memórias, não consigo imaginar o trauma que ela está vivendo agora.
_ Não se preocupe minha lobinha, todos eles vão *morrer, então se quiser me *matar tudo bem, estarei feliz em *morrer pelas suas mãos. Ninguém vai machucar você, está sob a proteção da Olivia e a minha.
Ela apertou mais ainda o cano no meu rosto e mordeu o lábio.
_ Eu amo você, Alba.
Mais uma vez ela puxou o gatilho, mesmo me amando Alba havia decidido como selar meu destino.

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