Enrico:
Só podia ser um trote de algum amigo...
— Alô!
— Oi, meu amor, sentiu saudades? — Caralho, essa louca outra vez.
— O que pensa que tá fazendo? Ligar no escritório dizendo ser minha esposa! Você só pode estar louca, Chiara.
— Eu disse que não aceitaria outra em meu lugar e aposto que a boceta nova no pedaço é a secretária sem graça, a Valéria. Eu a conheci hoje, diga a ela que esbarrões podem matar! — A desgraçada desligou dando uma risada que assustava até o diabo.
Saí do meu escritório bufando de raiva.
— Querida, chame o Lucca e diga que estou esperando no escritório do Dante, você também. — Passei por ela avisando.
— Já estou indo.
Ela se levantou e foi chamar o Lucca.
Eu entrei possesso no escritório do Dante.
— Você acredita que a maluca da Chiara ligou aqui pedindo pra falar comigo e disse à Valéria que era minha esposa? Eu vou matar essa mulher, ela sabe da Valéria, teve a cara de pau de dizer que esbarrou nela hoje e que esbarrões podem matar. Ela a ameaçou, Dante! — Estava fora de mim de raiva. Aquela mulher deveria estar era na cadeia.
— O que tá acontecendo? — Lucca entrou acompanhado por Valéria, que pareceu assustada.
— Chiara, o problema se chama Chiara! — Bela perdeu a cor do rosto.
— Quem é ela? — perguntou.
— Uma ex-submissa. Ela ficou louca após uns meses, passou a ligar 24 horas, exigir coisas como se fosse nossa mulher. Ela era nossa secretária e usou esse fato para atrapalhar até reuniões por ciúmes. Nós a dispensamos e pagamos a multa por quebra de contrato antes dos três meses.
— Demos muito dinheiro a ela. Ela sumiu das nossas vidas por uns dois meses e agora reapareceu exigindo direitos que nunca teve — disse Dante.
— Ela era como eu?
Vi seus olhos lacrimejando. Nós a estávamos fazendo sofrer e tudo por causa daquela maluca.
— Não, nunca foi. Nunca houve sentimentos em nossa relação, era apenas submissão e sexo. Nunca dormimos com ela, nunca prometemos nada — falei, torcendo para que acreditasse.
— Valéria, precisamos que você se mude para nosso apartamento. Ela está instável, esse comportamento não é normal — Lucca disse, preocupado, resolvendo não contar sobre a ameaça para Valéria.
Ela ficou pensando por um tempo.
— Ok, eu vou! Mas com uma condição.
— Qual? — perguntamos, aflitos.
Pelo amor de Deus, que não seja greve de sexo!
— Quero uma noite das garotas com a Cami e a Cassandra na The Lux Fetiches, com todos os andares liberados! Pegar ou largar. — Ela se aproximou de nós, fingindo arrumar a gravata.
— Não tive culpa. Ou era isso ou greve de sexo. Com certeza, não vamos nos foder sozinhos! Você e o Kael vão se lascar juntos! E torcer pra elas não fugirem juntas depois de tudo que irão ver lá.
— Cara, te odeio nesse momento, sabia? E, só pra constar, Kael vai matar vocês!
O desgraçado desligou. Como se não bastasse, entra um Kael furioso porta a dentro.
— Só pode ser brincadeira! Não tem mais dois irmãos pra vocês reclamarem, não? – eu disse, escorando no encosto da cadeira e cruzando os braços.
— Que porra você foi fazer? A Cassandra não vai sozinha de jeito nenhum na boate! – Kael berrou feito um louco.
— Caramba, é uma noite de garotas!
— Com a porra de todos os andares liberados. Sabe a confusão que isso pode causar?
— Você e o Salvatore são muito dramáticos. Não vou enfrentar a fera e correr o risco de ficar um mês de pau na mão! Ah, mas não vou mesmo! Se a patroa quer uma noite de garotas, ela vai ter a bendita noite das garotas, vocês que se virem para convencer as mulheres de vocês a não irem.
— Você sabe que isso é impossível!
— E eu tenho que enfrentar a dona onça pra aliviar o pau de vocês? Nem fodendo! E agora me deixa trabalhar, o sábado é das meninas e vocês têm um dia pra virar o jogo e convencê-las a não ir.
Kael saiu bufando de raiva. Acho bom a dona onça me recompensar muito bem depois dessa!
E que Deus nos proteja do que essas doidas vão aprontar!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Luxúria - A Virgem