Noah Blake
Mais uma noite, eu nem mesmo queria estar aqui. Mas meu sócio e melhor amigo Declan Reed, insistiu para que eu viesse.
Desde que encerrei meu último contrato não tenho me envolvido com ninguém, as mulheres livres que frequentavam o clube, não eram bem o meu tipo.
Assim que chegamos, Atlas veio até nós e disse sobre as duas garçonetes. E se divertiu ao dizer a inocência das duas mediante ao que acontecia aqui.
— Contratou duas baunilhas? — Reed perguntou confuso.
— Elas são competentes, as recomendações são ótimas. E depois da confusão que rolou com as outras. Acho que elas serem baunilhas, é até um ponto positivo.
De onde eu estava tinha uma visão perfeita das “garçonetes”, a morena era bonita. Mas a loira, chamava a atenção sem esforço.
— E vou dizer, as duas têm um imã… Principalmente a Juliet.
— Qual é ela? — Reed perguntou.
— A loira. — Atlas respondeu. — Educada, obediente. “Senhor” parece ser uma de suas palavras preferidas. — Ele disse fazendo Reed rir.
— Bem que estou precisando de uma dessas, a minha última era muito malcriada.
— Qual é Reed, você diz isso mas adora elas. — Atlas retrucou, e Reed só deu de ombros.
Vi a loira, ou melhor a Juliet caminhando pelo salão. Levantei sem dizer uma única palavra, parei em seu caminho e ela distraída não me viu.
Nossa interação foi breve, mas foi o suficiente para algo se acender em mim. Quando voltei a me sentar ao lado dos caras.
— Não quero parecer pessimista Blake, mas acho que ali é praticamente impossível.
Atlas disse em um tom sério.
— Adoro um desafio. — respondi secamente, dando um gole na minha bebida.
De alguma forma, ela me atraiu a noite inteira. Evitava vir até minha mesa, mandava sempre a amiga. Mas sempre que a olhava encontrava seus olhos em mim.
Vi quando ela foi até a área privativa com uma bandeja.
— Porque Caio mandou a novata para o privativo? — perguntei ao Atlas, que só quando falei que notou.
— Vou perguntar a ele? — Levantou e foi até o barman.
Notei que o tempo que ela estava lá era mais do que o necessário para uma entrega de bebidas, sem avisar, me levantei.
— Blake, aonde vai? — Reed perguntou intrigado.
— Aos quartos, e você vem comigo.
Sem questionar ele caminhou ao meu lado, Atlas nos alcançou. Quando chegamos, o corredor estava vazio.
— Qual quarto ela foi servir? — perguntei sentindo uma certa irritação, que eu nem sei de onde vinha.
— Dominic.
Bati na porta, e logo ela abriu.
— Blake? — Dominic perguntou confuso.
Olhei para a mesa e vi a bandeja.
— A moça? — Apontei para a bebida.
— Ela entregou e saiu, algum problema?
Mas antes que eu pudesse responder ouvi, no princípio abafado.
— NÃO!! PARE! PARE! PARE!!
Olhei para Atlas, que pareceu ouvir também. Começamos a caminhar pelo corredor para identificar de onde vinha. Quando cheguei próximo a umas das últimas portas.
— Obrigado senhor… — Senti meu corpo inteiro arrepiar ao ouvir sua voz tão doce, e ao mesmo tempo tão frágil. — Se não se importasse, gostaria de ir embora. Não precisa me pagar pela noite. — Ela suspirou e virou o rosto. — Só quero ir embora…
Ouvi alguém atrás de mim, e a outra garçonete entrou correndo e foi até Juliet.
— Ju… Aí meu Deus! — a moça a abraçou. — Tá tudo bem agora, ele não pode mais te machucar.
Juliet chorava, soluçava agarrada a amiga.
— Senhorita Pierce, tire a máscara e coloque o gelo em seu rosto. Vai aliviar a dor, e evitar o roxo. — Atlas disse se aproximando.
— Obrigado senhor Atlas, mas se não se importa… Gostaria apenas de ir embora.
— Pague-as e as deixe ir. — Eu disse a Atlas, em um tom autoritário.
Ele assentiu, Juliet levantou com o auxílio da amiga. E foi seguindo até a porta, mas antes de sair olhou para mim com aqueles olhos azuis que mais pareciam dois cristais.
— Muito obrigado senhor. — Nos olhamos por alguns segundos, até que se virou e saiu do quarto.
Reed se aproximou, parando bem ao meu lado.
— Você nunca gostou das frágeis.
— Ela não é frágil. — me virei para ele. — Os olhos dela mostram a força que ela tem.
— Se você diz… — Ele respondeu dando de ombros.
— Eu quero elas fixas, avise o Atlas. A partir de hoje elas trabalham todos os finais de semana.
— Acha mesmo que ela vai voltar depois do que aconteceu?
Um sorriso brincou em meus lábios.
— Eu não acho, tenho certeza. Assim como tenho que ela será minha.

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