— Que empresa é essa? — Perguntei a Rui.
— Ah, uma empresa de tecnologia.
Eu ainda não entendia muito bem, nem sabia direito o que mais perguntar, então me limitei a fazer uma pergunta básica:
— Deve ser difícil, né?
Ele exibiu um sorriso travesso, mostrando os dentes.
— Mais ou menos.
Olhei para Rui, e naquele momento, parecia que o tempo havia parado. Meus olhos estavam fixos nele, e embora eu quisesse dizer algo, não conseguia encontrar as palavras certas.
Não era difícil imaginar o quanto Rui precisou se esforçar para convencer o pai a lhe dar essa chance. Ou talvez reverter a situação de uma empresa que estava no prejuízo há três anos fosse, por si só, uma tarefa quase impossível. E, ainda assim, ele aceitou esse desafio por minha causa.
Ele só falou das coisas boas, mas o que aconteceria se falhasse?
O que o aguardaria nesse cenário?
Rui já tinha sacrificado muito por mim, e eu não sabia como poderia retribuir. Meu coração se apertava de preocupação.
Entre Bruno e eu, as coisas estavam tomando um rumo descontrolado, e eu não estava pronta para me abrir a outro homem. Pelo menos, não ainda. Eu ainda carregava muitos fardos.
Olhei para Rui com seriedade e, com sinceridade, disse:
— Espero que você veja tudo isso como uma prova de crescimento. Já que aceitou o desafio, quero que você conquiste algo com isso, e não faça tudo só por mim.
Se eu fosse com ele, só o distrairia. Eu realmente queria que sua família reconhecesse seu valor e que ele construísse sua própria trajetória de sucesso.
Bruno já havia mencionado que a família de Rui tinha muita confiança nele. Talvez, se não fosse por mim, Rui já teria alcançado grandes alturas.
O sorriso de Rui ficou um pouco forçado, e seus olhos começavam a ficar úmidos.
— Sei muito bem por quem estou fazendo isso. Não precisa me dizer essas coisas. Se você não quer ir comigo, então me espere aqui por três meses. Da próxima vez, aparecerei na sua frente com um grande buquê de rosas!
— Sim, acredito que você consegue. — Falei com firmeza, olhando diretamente para ele. — E estarei te esperando.
Sugeri que fôssemos a outro lugar para jantar, como uma forma de nos despedirmos. Quando nos levantamos para sair, dois homens se aproximaram, fazendo-nos parar imediatamente.
Eram Bruno e Severino Sampaio, o irmão de Rui.
Bruno falou com indiferença:

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