O suor frio nas costas rapidamente encharcou meu pijama. Quando consegui ver claramente a pessoa à minha frente, meu corpo parecia completamente exausto, e eu já não tinha forças nem para lançar-lhe um olhar de repreensão.
— O que aconteceu? — Bruno levantou a mão e tocou minha testa, depois acendeu a pequena luz de cabeceira, pegou um lenço de papel e o pressionou contra minha pele. — Por que você está suando tanto?
Não seria por causa dele, né?
Com um gesto impaciente, afastei a mão dele.
— O que você está fazendo aqui? Não estava indo para o escritório?
Bruno piscou, e sob a luz amarelada, sua expressão parecia ainda mais inocente.
— Eu terminei tudo e voltei para dormir.
— Então você não deveria estar dormindo no meu quarto com a Dayane!
— E onde mais eu dormiria?
— No escritório, no quarto de hóspedes, tem tantos outros quartos... você podia escolher qualquer um, mas não precisava dormir aqui!
— Por que não? Você pode dormir no meu quarto, e eu não posso dormir no seu?
...
Eu não conseguia achar uma resposta. A mansão à beira-mar era a casa dele, ele poderia dormir onde quisesse, não precisava me dar satisfações.
Vendo meu rosto impassível, Bruno soltou uma risada.
— Tá bom, você venceu.
— Venceu o quê? Você acha que estamos brigando como crianças?
— Você não é uma criança?
Não sabia o que pensar, mas algo estava diferente nessa noite. Bruno estava mais irracional do que o normal!
Suspirei, derrotada.
— Está bem, se eu venci, você pode sair agora, vai dormir no seu próprio quarto!
Bruno apagou a luz e, num movimento suave, me puxou pela cintura em direção a ele, até eu ficar completamente encaixada em seus braços.
Ele soltou uma risada suave.
De repente, meu corpo foi virado por ele, e agora estávamos deitados de frente um para o outro na cama. Ele prendeu meu pulso e o colocou ao redor de sua cintura.
No escuro, eu não conseguia ver seus olhos, mas ouvia claramente sua voz carregada de carinho.
— Eu quero que você seja minha rede, e me prenda assim, nesse abraço.
Eu me assustei e puxei a mão, lembrando das palavras atrevidas que ele já tinha me dito antes. Meu corpo parecia pegar fogo, como se a pele em minhas mãos também estivesse ardendo.
— Não...
Bruno parecia ter antecipado meu movimento. Ele agarrou minha mão com firmeza e a pressionou contra seu peito.
Sem me deixar reagir, ele puxou minha mão para baixo, levando ela da altura do coração até a parte superior de sua cintura, onde a borda da cueca começava.
Minha mão formigava, e sua respiração estava descompassada.
— Não? Mas não foi você quem ficou olhando meus músculos?

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