Os olhos de Roberta brilharam. Cinquenta milhões?
Ela lucraria cinco milhões, assim, do nada?
Cinco milhões era um valor que ela levaria anos trabalhando para ganhar.
Além disso, a forma como Rosangela explicou a situação dava bastante credibilidade à história.
Originalmente, se ouvisse "trinta milhões", Roberta teria recuado na mesma hora, sem pensar duas vezes.
Mas agora, pensando bem, talvez não fosse um mau negócio.
Afinal, os quinze milhões anteriores já tinham sido emprestados. Se ela não ajudasse agora, com certeza deixaria Rosangela descontente.
De todo modo, ela ainda tinha dinheiro disponível; aquilo não faria tanta falta.
Depois de refletir, concluiu que era viável e concordou imediatamente.
— Senhora, trinta milhões realmente não é pouca coisa. Eu tenho esse dinheiro aqui, mas, se eu for emprestar, vou ter que remanejar de outra conta.
— Você sabe como esse tipo de movimentação é delicado...
Antes que ela terminasse de falar, Rosangela a interrompeu:
— Roberta, fique tranquila. Em menos de dez dias, esse dinheiro com certeza volta para as suas mãos. Dez dias e cinco milhões de juros, garanto que isso não vai te prejudicar.
— Você é minha futura nora. Acha mesmo que eu faria algo para te prejudicar?
Com Rosangela chegando a esse ponto, Roberta não teve mais como argumentar.
Ela concordou e, logo em seguida, transferiu os trinta milhões.
Mais uma vez, bastou um telefonema de Rosangela para que trinta milhões caíssem na conta.
Embora os agiotas do cassino estivessem ao lado dela, vendo-a inventar mentiras sem nem piscar, contando tudo com a maior naturalidade.
Mas eles já tinham ouvido mentiras demais de viciados em jogo e, por isso, não acharam nada estranho.
O que realmente chamou a atenção deles foi a percepção do poder financeiro de Rosangela, que agora parecia ainda maior.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...