Depois que Pâmela desligou o telefone, a primeira coisa em que pensou foi que, sendo Gonçalo e Talita pessoas tão espertas, não fazia sentido ignorarem um envelope tão estranho e uma dica tão clara sem demonstrar qualquer reação.
Justamente por ser algo fora do normal, eles deveriam ter investigado mais a fundo.
Qualquer investigação, por mais superficial que fosse, já teria revelado o que Rosangela estava fazendo.
Mas a ausência total de reação era justamente o que a deixava inquieta.
Havia também a possibilidade de o casal nem ter recebido a correspondência.
Pâmela pensava se não deveria encontrar outra forma de alertar a família Gattas.
Talvez, assim, os mais velhos pudessem intervir antes.
Quanto ao cérebro de passarinho do Sandro, ela nem cogitou avisá-lo. Mesmo que avisasse, com a vida corrida que ele levava, provavelmente não daria importância. Com certeza não pensaria muito no assunto e descartaria a evidência.
Justamente quando pensava em qual método usar desta vez para avisar Gonçalo e Talita, bateram à porta do escritório.
As batidas eram apressadas, como se houvesse algo urgente para relatar.
Os pensamentos de Pâmela foram interrompidos, e ela disse:
— Entre.
Melissa abriu a porta e entrou, caminhando rapidamente até Pâmela:
— Sra. Castro, tem gente fazendo confusão lá na fábrica.
Pâmela bateu na mesa e levantou-se abruptamente:
— O quê? Confusão? Mas nós não temos nenhum atrito na fábrica. Como assim...
Melissa respondeu:
— Eu também acabei de receber a ligação. Parece que tem a ver com a Sra. Barreiros.
Pâmela franziu levemente a testa, pegou o celular sobre a mesa com uma mão e as chaves do carro com a outra, e disse apenas:
— Vamos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...