— Combinado! Vou procurar a ilha perfeita e, quando chegar a hora, a gente fecha o local. Assim não corremos o risco de aparecer gente para atrapalhar.
Sandro não acrescentou mais nada, e Roberta logo se ocupou com as pesquisas.
A ideia era aproveitar as horas vagas, mas, assim que voltou para a sua mesa, a empolgação tomou conta dela.
Passou a manhã inteira sem encostar no trabalho, dedicada exclusivamente a consultar agências e analisar ilhas para o casamento.
Queria decidir tudo numa única manhã para depois apenas relaxar e esperar o grande dia em que seria uma noiva deslumbrante.
O telefone não parou de tocar até a hora do almoço, com retornos de todas as consultas que havia feito.
No meio disso, recebeu também uma ligação da concessionária.
O Rolls-Royce que havia comprado estava pronto, impecável, exatamente como ela tinha exigido.
Exatamente no horário do almoço, Roberta pegou a bolsa e saiu apressada.
Gisele Torres a chamou por trás:
— Roberta, você não vai almoçar?
— Vou comer perto da concessionária. Não se preocupe, eu volto logo.
Enquanto isso, Sandro apenas pediu um lanche rápido na sua sala. Quando o assistente entrou para entregar a comida, aproveitou para comentar:
— A Dona Salazar me pediu para transferir a vaga dela na empresa para uma vaga fixa e maior. Ela comprou um carro novo?
— Não fiquei sabendo. Reserve a vaga que ela pediu e pronto.
Roberta costumava usar os carros da família Castro, mas ultimamente Sandro havia notado que ela andava chamando motorista ou pegando carona com ele. Provavelmente já não estava mais usando os veículos da família.
Tanto que, quando Sandro foi pessoalmente cobrar o andamento de um projeto, Roberta teve que inventar desculpas esfarrapadas para tentar enrolá-lo.
Sandro ficou ligeiramente irritado. O que o atraía nela não era justamente a competência profissional?
Se ela já não estava mais se esforçando no trabalho, o que ele ainda poderia admirar nela agora?
Apesar do desgosto, Sandro engoliu seco e não disse nada. Tinha problemas muito maiores para esquentar a cabeça.
No fim do expediente, Roberta cogitou chamar Sandro para comemorar a compra do carro, mas, depois de ter fugido das suas responsabilidades, sentiu que não havia clima para isso.
Restou-lhe convidar Gisele, que aceitou na mesma hora, feliz da vida por ganhar comida de graça e, de quebra, uma carona de luxo até em casa.
Ter comprado um carro maravilhoso, não poder se exibir e nem sequer poder entrar com ele na garagem da família Castro deixava Roberta com os nervos à flor da pele.
Mas não havia saída. Acabou alugando uma garagem provisória perto da casa nova que havia comprado para guardar o carro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...