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Dança das Sombras (Harém reverso) romance Capítulo 18

Lilly

Nos últimos dias, tudo pareceu mudar. Aiden passou a ficar em casa quase todos os dias, só para ter certeza de que eu estava bem e, gostando ou não, isso me deixava balançada.

Já Iza, por outro lado, não era mais a menina doce e alegre que conhecia; seu sorriso havia sumido, substituído por uma angústia constante.

— Sério, Iza? — cruzei os braços, impaciente. — Eu conto tudo da minha vida pra você e você não consegue se abrir comigo?

Ela ergueu o rosto, com os olhos marejados de lágrimas me deixando aflita.

— Eu… eu tenho um noivo! — sua voz falhou.

— Como assim “noivo”? — perguntei, incrédula.

— Você nem tem namorado. De onde isso surgiu?

Iza engoliu em seco.

— Na noite do baile, depois que nos separamos, ouvi meu pai conversando com um homem no corredor. Eles estavam fechando um acordo…

As lágrimas escorreram pelo rosto dela.

— Espera — exclamei, chocada — seu pai quer casá-la com um velho? Isso não vai acontecer! Vou contar tudo para o Aiden. Você não pode ser obrigada a se casar com alguém que nunca viu.

— Eu não sei quem ele é — ela soluçava — só sei que o homem não está no país.

— Iza, eu não vou deixar você passar por isso — abracei-a com força.

— Estou pensando em fugir da cidade — ela sussurrou, enxugando as lágrimas.

— Você Não vai sozinha — jurei. — Vou aonde você for queira você goste ou não.

Ela hesitou, com o olhar vazio.

— eles vão nos procurar, e você não pode ter mais problemas!

Logo quando penso em retrucar somos interrompidas por Austin, que se aproxima com alguns amigos.

— Não deveria estar na aula? — ele perguntou, beijando minha testa. E vejo Sofia ao longe nos olhando com raiva.

-Sim, já estamos indo ! Digo tentando não deixar aparecer o assunto que Isa e discutimos, mesmo Austin me olhando desconfiado, me despeço. E Iza e eu seguimos para as aulas, tentando achar uma maneira de tirá-la daquela confusão.

— Tem certeza, Lilly? Você já tem problemas demais. Luiza me olha aflita, mais uma tentando me convencer do contrário.

— Sim — respondi, fechando o zíper de minha bolsa— não vou te deixar sozinha.

Encenei uma cólica para despistar Austin e saí pelo corredor, onde Iza me esperava. Pegamos um táxi até a rodoviária, compramos passagens para o ônibus e embarcamos com o coração acelerado.

Três horas e meia depois, desembarcamos numa cidade minúscula.

Chamei um táxi e Iza deu o endereço de sua tia. Sentadas no banco de trás, sentia o motorista nos encarar pelo retrovisor.

Logo a estrada ficou de cascalho, e esburacada.

— Sua tia mora na zona rural? — sussurrei.

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