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Dança das Sombras (Harém reverso) romance Capítulo 20

Lilly

Iza e eu ficamos sentadas no chão do buraco até ouvirmos barulhos que pareciam passos. Nenhuma de nós queria voltar para casa, mas não teríamos outra alternativa a não ser pedir ajuda aos cinco homens que estavam à nossa procura.

Depois de gritarmos por alguns minutos, uma sombra aparece à nossa frente, bloqueando a luz do sol.

— Olha só, os coelhinhos ficaram presos na toca!

Levanto o olhar e vejo Adam parado, braços cruzados, parecendo se divertir muito com a nossa situação.

— Achei elas! — ele grita, e logo mais quatro sombras aparecem ao redor do buraco.

Eu estava cansada, assustada, faminta e imunda. A última coisa que queria era levar bronca, mas era exatamente isso que estava prestes a acontecer.

— Tanto sacrifício pra acabar dentro de um buraco — diz Aiden, apoiado nos joelhos enquanto nos observa rindo.

— Já que quiseram fugir, por que não deixamos elas aí dentro mesmo? Pelo menos assim compensaria a noite que perdemos atrás delas — diz o homem que está atrás de Luiza.

— Vão à merda! Se vocês não se importam, por que estão aqui?! — grito, encarando os cinco.

— Porque você pertence a nós. E ele está atrás da noiva em fuga. Acha mesmo que fiquei feliz em saber que a filha do meu advogado sumiu e levou junto a minha mulher?! — diz Aiden, ainda com raiva.

— Quer saber? Vão embora. Prefiro morrer de fome e desidratação do que voltar pra casa com ele! — Luiza grita do fundo do buraco.

— Vocês ouviram. Vão embora. A gente não vai sair daqui — digo, sentando-me ao lado de Luiza no chão. Vejo a expressão de raiva estampada nos rostos deles.

— Que merda você tá fazendo, garota? Sabia que eu tenho um jogo hoje à noite? — grita Austin. Pela primeira vez, o vejo realmente furioso.

— Tô apoiando minha melhor amiga. Não saio daqui sem a Luiza. Quer saber? Vai pro seu jogo, Austin. Aposto que a Sofia tá te esperando — digo, provocando ainda mais a raiva dele.

— Vai se foder, sua pirralha! — ele responde, saindo sem deixar que eu veja sua expressão.

— Ok, vamos deixá-las aí! — diz Adam, e sai. Inacreditavelmente, os outros o seguem. Isso me deixa frustrada. Eles realmente foram embora.

Me sento no chão novamente e apoio a cabeça nos joelhos. O sol estava forte, e eu morrendo de sede.

— Tô com fome... — resmunga Iza.

— Ué, não foi você quem disse que preferia morrer de fome e sede a sair daqui? — digo, rindo da nossa situação.

— Vai à merda, Lilly. Mas você sabe que eu te amo, né? — ela fala com os olhos marejados.

— Ai, meu Deus, a falta d’água tá te deixando emotiva — respondo, rindo novamente.

De repente, uma corda cai sobre mim. Olho para cima e vejo Aaron descendo na nossa direção.

— Mudaram de ideia? — digo, sarcástica.

— Não. Só achamos uma forma melhor de fazer vocês pagarem.

— Eu não saio daqui sem ela! — digo, encarando-o.

— Vem, Luiza, se apoie em mim — ele diz, pegando Luiza nos braços enquanto a corda começa a puxá-los. Fico observando os dois sumirem.

Algum tempo depois, Aaron desce novamente. Continuo sentada no chão. Ele se agacha, ergue meu queixo, e sua expressão não é nada amigável. Me ajuda a levantar e olho para a corda por onde ele havia descido.

Aaron me encurrala contra a parede de terra e aperta meu pescoço.

— Eu juro que, se você fizer isso de novo, eu mesma te mato, garota — sua raiva era evidente.

Ele me pega no colo. Apoio minha cabeça em seu peito para evitar olhar em seus olhos. Quando subimos, vejo Austin, Adam e Aiden, mas Luiza e o outro homem não estão lá.

Aaron me coloca no chão. Olho para mim pela primeira vez: estou completamente imunda.

— Onde está a Luiza? — pergunto. Eles ficam em silêncio, sem dizer uma única palavra.

— Sério que vocês deixaram aquele homem levar ela? Nem sabem quem ele é! — digo furiosa, caminhando pela mata até sentir algo me puxar de volta. Me viro e vejo Adam me segurando.

— Já estou cansado de você agir como uma pirralha mimada — ele grita no meu rosto. Isso me assusta. De todos eles, Adam sempre foi o mais calmo. Nunca o vi assim.

— Sério que agora vai chorar? — ele pergunta, ainda me segurando firmemente.

— O que vocês acharam? Que poderiam sair da cidade e a gente não iria atrás? Lilly, pare e pense. Você não tem escapatória.

capítulo 20: Hospital 1

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