— Sim, antigamente não havia proibição de soltar fogos de artifício. Meu pai adorava acender fogos para a minha mãe; ele soltava quando estava alegre, e soltava quando não estava também. Minha mãe amava aquilo. Ela também acendia para mim e para a Alice; soltava quando estava alegre, e soltava quando não estava. Agora, é o mesmo com você. Ela fica feliz vendo os fogos e espera que nós fiquemos felizes também. — Rodrigo empurrou a porta com o pé, carregando-a até a cama.
A roupa de cama era de seda cor de vinho, e em cada canto do quarto havia pequenos adesivos com Símbolos de "Felicidade".
Inês foi colocada na cama e Rodrigo sentou-se na beirada; curvou-se, beijou-lhe a testa, segurou a mão dela e disse:
— Durma bem, quando você acordar, terão os fogos que papai e mamãe vão soltar pra você.
Inês ergueu a mão para acariciar levemente o rosto de Rodrigo, sorrindo em silêncio, enquanto lágrimas escaldantes escorriam novamente pelos cantos dos seus olhos.
— Sua voz é bonita, eu gosto de ouvir você falar.
Rodrigo inclinou a cabeça e beijou a palma da mão dela, cobriu-a bem com a coberta, e depois tirou seu próprio casaco e também deitou-se debaixo da coberta, abraçando-a. E perguntou baixinho:
— E se minha voz fosse feia?
— Eu continuaria gostando de te ouvir falar. — Inês se aconchegou nos braços dele, e a sonolência a invadiu imediatamente. — Boa tarde, marido.
— Boa tarde. — Rodrigo beijou seus lábios com um carinho precioso, e adormeceu abraçando-a.
Inês dormiu de forma muito tranquila. Durante o sono, sentiu um pouco de calor e por reflexo se afastou da fonte de calor, mas sabendo, vagamente, quem era aquela fonte, logo se aconchegou perto novamente.
No segundo seguinte, veio do alto da sua cabeça uma pergunta mansa:
— Eu te abracei muito apertado e te deu calor?
Inês estalou a língua ainda meio adormecida:
— Ar-condicionado, abaixa.
Rodrigo riu baixinho, abaixou a temperatura e continuou segurando Inês. Ele não estava dormindo, ficou apenas fitando a pessoa em seus braços, até que Inês abriu os olhos lentamente e lhe perguntou meio sonolenta:
— Que horas são?
Rodrigo ajeitou os cabelos dela:
— Sete da noite, achei que você dormiria até as oito antes de acordar.
— Eu dormi bem, então acordei um pouco mais cedo do que de costume. — Inês se sentou. — Lembrei dos fogos que papai e mamãe vão soltar. O pessoal já comeu?
— Já comeram sim, mandei servirem a refeição na hora certa. Alguns desceram para a sala de jantar, outros comeram em seus próprios quartos. Todo mundo tem os criados adequados pra servir, eles não serão destratados.
Inês sabia disso.
Rodrigo também se levantou. Depois de pisar no chão com os dois pés, abraçou Inês por trás e perguntou:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...