Mariana estava prestes a responder quando Alex retornou, amparando Abel.
Ao verem Douglas, ambos ficaram surpresos. Alex tomou a palavra:
— Mas se não é o Sr. Siqueira. O que o traz aqui de repente?
No círculo em que viviam, Douglas era muito mais conhecido pelo título de herdeiro da Família Siqueira do que como advogado. O prestígio da sua linhagem ofuscava facilmente a sua profissão.
Abel olhou para ele, como se de repente compreendesse algo:
— A Julieta contratou você como advogado?
— Que advogado? — Douglas percebeu que a conversa dos irmãos da Família Rocha não fazia o menor sentido para ele. Primeiro cobravam dinheiro, depois falavam de advogados.
Ele presumiu que estivessem falando do aborto.
— A Julieta tem sentimentos por você, ela não te processaria. Não a trate como se fosse alguém tão vil.
Abel franziu o cenho:
— Sobre a perda do bebê, eu não tive a intenção. Lamento profundamente o que aconteceu e pretendo recompensá-la.
— Ela perdeu o filho, como acha que pode recompensá-la?! — A raiva tomou conta de Douglas ao se lembrar de Julieta pálida, com os olhos inchados, chorando copiosamente nos seus braços. — Abel, foi por sua culpa que a criança morreu!
Sentindo o peso da culpa, Abel encarou Douglas diretamente nos olhos:
— Se ela estiver disposta, nós podemos nos casar.
— Isso não! — protestou Mariana de imediato.
Ela foi a primeira a se opor.
— Não assuma toda a culpa, irmão! A mãe ainda está doente, não a mate de desgosto! — Mariana resmungou e continuou, venenosa: — E além do mais, como você tem tanta certeza de que o filho na barriga da Julieta era realmente seu? Poderia muito bem ser dele!
O "dele", na frase, referia-se claramente a Douglas.
O rosto de Douglas escureceu de raiva:
— Que absurdo! Abel, é essa a irmã sem modos que você tem?
— Sem modos? Quem é que não tem modos aqui?! Por acaso a Julieta estar bancando a amante faz dela a dona da razão? Engravidar antes do casamento também a torna a dona da razão?!

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