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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 754

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Após a confirmação de que Inês retornaria, com exceção de Robson, que estava dividido entre a alegria e a preocupação, ninguém mais estava feliz.

As três pessoas não tinham coragem de encarar Inês.

Antes do fim do ano, Nara usou seus contatos para se encontrar com Inês, mas foi embora às pressas após trocar apenas algumas palavras, acreditando que a distância da Cidade Balma resolveria o problema. Quem diria que o patriarca decidiria trazê-la de volta?

Se um encontro breve já era insuportável, conviver todos os dias seria o fim do mundo.

Douglas, no fundo, já acreditava que Inês era sua irmã biológica. Quando disse que só a reconheceria após o exame de DNA, era apenas uma desculpa para não lidar com a culpa de tê-la humilhado no passado.

Órfã...

Sem pai nem mãe...

Como ele poderia encará-la agora?

Para Lucinda, a situação era ainda pior. Com a volta de Inês, sua identidade de herdeira falsa seria não apenas confirmada, mas escancarada para todos no banquete de boas-vindas.

Inês, uma pesquisadora nacional.

Professora associada da Universidade Alvorecer.

Ela, Lucinda, embora fosse uma fotógrafa famosa com um estúdio independente e um espaço de dois mil metros quadrados na Cidade Balma, como poderia competir com alguém respaldada pelo Estado?

Não havia comparação.

Além disso, com tantas pessoas em seu círculo social, significava que todos saberiam que ela não era filha legítima da Família Siqueira, mas fruto de uma troca ocorrida vinte e oito anos atrás.

Ela havia usurpado a vida luxuosa de Inês por vinte e oito anos, usufruído de recursos educacionais de elite, e, no fim, era ofuscada por alguém que subiu na vida com o próprio suor, vinda de um orfanato?

Era uma ironia cruel.

E o pior de tudo era que seu pai já havia ordenado aos empregados que preparassem os quartos no segundo andar. Aquele andar inteiro costumava ser só dela. Ela dormia na suíte principal e usava os outros cômodos como bem entendesse. Agora, dois dos quartos de hóspedes haviam sido integrados, formando um espaço maior que o dela.

Todo tipo de artigos de uso pessoal, roupas, sapatos... Até um pequeno escritório foi montado, com monitores, computador potente, teclado, cadeira ergonômica, além de livros, cadernos e canetas de diversos tipos.

Os empregados da Família Siqueira passavam os dias abrindo pacotes e organizando tudo no segundo andar, seguindo ordens rigorosas.

Quando os empregados a viam, agora a chamavam de:

— Segunda senhorita.

Lucinda estava parada na escada em espiral, a mão agarrada ao corrimão, os lábios pálidos.

Ao vê-la, Robson sinalizou para que os empregados continuassem o trabalho e acenou para ela.

— Lucinda, venha sentar aqui no sofá.

Lucinda desceu degrau por degrau e chamou.

Ela assentiu, mudando rapidamente de assunto.

— Onde está meu irmão? Ele parece muito ocupado ultimamente.

A cabeça de Robson ultimamente só girava em torno da volta de Inês. A alegria de ter a filha biológica de volta misturava-se ao desgosto de ter que usar a desculpa da troca na maternidade. Ele não tinha cabeça para se preocupar com o filho.

— Deve estar no escritório de advocacia.

Mal Robson terminou de falar, as vozes dos empregados ecoaram cumprimentando o jovem mestre que acabara de chegar, e eles olharam para a porta.

Douglas afrouxou a gravata com rispidez. Sua expressão não era apenas de impaciência, mas carregada de fúria.

— Eu saí do escritório de advocacia.

Robson e Lucinda ficaram paralisados.

— Você se demitiu?

— O Sr. Dias me obrigou a pedir as contas.

A mensagem nas entrelinhas era clara: ele não planejava sair, mas o sócio do escritório, o Sr. Dias, exigiu que ele pedisse demissão; caso contrário, seria demitido por justa causa.

Para um advogado, ser demitido de um escritório era como ter a ficha suja. Mesmo que ele passasse em um concurso público depois, a sindicância de vida pregressa seria um grande obstáculo.

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