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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 763

Aquele esbarrão de Alice não apenas arruinou o clima romântico entre os dois, mas também dissipou as imagens da coleta de sangue no hospital que de vez em quando passavam pela mente de Inês.

Não havia ferida nem sangramento na testa, mas ficou um pouco roxo. Temendo que inchasse, Inês primeiro aplicou uma compressa de gelo e, em seguida, usou um cotonete para passar delicadamente uma pomada de arnica no local machucado.

— Sempre estabanada. — resmungou Rodrigo, ao lado.

— Isso tudo porque eu fiquei com medo de atrapalhar vocês! — retrucou Alice.

— Se fosse para isso, eu nem teria trazido você. — respondeu ele.

Se fosse por medo de ser interrompido, ele teria mandado a irmã voltar para a Família Paz junto com a mãe. Ele só a deixou ficar porque achou que Inês precisaria da companhia de uma boa amiga, mas não imaginava que seria desse jeito, com ela se machucando.

— Deixa que eu faço isso. — Rodrigo estendeu a mão e pegou o cotonete.

Alice rapidamente agarrou o braço de Inês, encolhendo-se contra ela, e balançou a cabeça.

— Não, não, não! Mesmo que a batida não tenha doído, ele vai acabar me machucando de propósito.

Inês não conseguiu conter um pequeno sorriso.

— Tudo bem, ele não vai passar. Só mais um pouquinho e já terminamos.

— Uhum! — Alice assentiu, comportando-se da maneira mais dócil possível.

— Finge muito bem. — provocou Rodrigo.

— Você não sabe que quem faz dengo sempre tem mais sorte? Se você não sabe fazer, a culpa não é minha. — Alice respondeu, orgulhosa.

— Abusada. — rebateu ele.

Inês sempre se sentia facilmente acolhida pelas interações entre aqueles dois irmãos. Depois de terminar o curativo, ela disse:

— Hoje precisamos dormir cedo, amanhã o dia começa logo de manhã.

— Que maravilha, eu não vou precisar acordar cedo. — comemorou Alice.

— Parece uma marmota. — comentou Rodrigo.

Os três conversavam com naturalidade, como se o dia seguinte não tivesse nada de especial, sendo apenas mais um dia comum, onde comeriam, dormiriam e acordariam como de costume.

Alice não foi embora. Na hora de dormir, ela abraçou Inês com força e, antes de pegar no sono, murmurou meio sonolenta:

— Vai ficar tudo bem, não se preocupe. Amanhã o meu irmão vai te proteger, e eu também vou.

— Boa noite. — Inês sorriu levemente.

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