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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 765

Robson também franziu as sobrancelhas e olhou para a dupla. O olhar da mulher tornou-se ainda mais apavorado, enquanto a criança encolheu os ombros, tentando se esconder atrás da mãe.

Inês nutria uma simpatia e tolerância naturais por crianças. Ela se abaixou, encontrou o olhar do garoto e disse com a maior tranquilidade:

— Não se preocupe. Você pode continuar chamando ela de tia para sempre.

Era apenas uma frase para tranquilizar o menino, mas fez os lábios da mãe dele perderem toda a cor.

De que adiantava chamar Lucinda de tia agora?

Lucinda era apenas uma fotógrafa. Sua fama, contatos e recursos haviam sido forjados pela Família Siqueira, comprados a peso de ouro.

Inês era diferente. Ela alcançara a sua atual posição usando a própria competência, fazendo com que o Patriarca agisse pessoalmente para trazê-la de volta ao lar com todas as honras. Os benefícios e privilégios que ela poderia trazer para a nova geração da família no futuro eram imensuráveis.

Ao dizer que o garoto poderia continuar chamando Lucinda de tia para sempre, Inês não estava simplesmente se recusando a reconhecê-lo como sobrinho dela?

— Inês, eu vou educá-lo direito assim que voltarmos para casa. — A mulher puxou o filho para a frente, ordenando com voz severa: — Chame-a de tia.

O menino parecia teimoso e recusava-se a obedecer.

Vendo que a mulher estava prestes a castigar a criança, Inês logo disse que não havia problema e continuou caminhando em frente.

— Aquele é o Estevão, do seu Tio Armando. — explicou Robson.

Estevão Siqueira.

Inês já tinha visto aquele nome na árvore genealógica. Ele era neto biológico do seu Tio Armando Rui Siqueira, sendo o único e precioso herdeiro dessa linhagem.

Ao entrar no salão principal, havia menos pessoas do que no pátio. Algumas estavam em pé, outras sentadas. O Patriarca ocupava majestosamente o assento de honra. Cercado por móveis de madeira maciça clássicos, ele permanecia lá em silêncio, o que só tornava a sensação de opressão ainda mais sufocante.

O olhar de cada um presente recaiu imediatamente sobre Inês e Rodrigo, numa observação silenciosa e penetrante.

Embora a mansão tivesse sido reformada para exibir uma arquitetura clássica modernizada, com portas e janelas amplas permitindo que a luz do sol inundasse o espaço, e houvesse muita vegetação tanto do lado de fora quanto adornando o interior, Inês sentia uma estranha dificuldade para respirar.

Em todos os cantos, a Família Siqueira exalava uma aura invisível de asfixia.

— Você voltou. — O Patriarca apoiava as duas mãos em sua bengala, imponente como uma montanha. Ele virou o rosto para Robson. — Mande todos entrarem para que a Inês possa conhecê-los. Depois disso, iremos ao santuário da família prestar nossas homenagens aos antepassados.

Robson olhou para Santiago Siqueira, que estava parado perto da porta.

Santiago rapidamente chamou quem ainda estava no pátio. Quando quase todos já haviam entrado, ele finalmente avistou Nara, Douglas e Lucinda. Aproximando-se, disse:

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