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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 841

O bom humor de Inês acabou sofrendo uma leve interferência com a aparição de Douglas. Ela e Rodrigo não deram continuidade à caminhada, pegando o carro para retornar à Rua Paz, nº 10.

— Descanse cedo. — Rodrigo deixou Inês na porta de casa, ergueu a mão para destravar a fechadura com a sua impressão digital e fez um leve movimento de queixo indicando para ela entrar.

Inês assentiu com a cabeça e, por iniciativa própria, abraçou-o.

— Pense menos nos problemas da Família Siqueira e mais em mim, e também naqueles dois cachorros na Mansão Serra Sul 1 — disse Rodrigo, acariciando suavemente as costas dela, com o queixo apoiado no topo de sua cabeça.

— Faz tanto tempo que não vejo o Didi e o Mumu. — Inês não conseguiu se conter e soltou uma risada aninhada em seus braços.

— Não tem problema, eles não se importam. — Rodrigo antes pretendia usar Didi e Mumu como isca para atrair Inês, mas agora isso já não era necessário; o seu carro podia entrar no condomínio dela e a sua impressão digital abria a porta da casa de Inês.

— Irei passear com eles quando a conferência terminar — disse Inês, soltando-se do abraço.

Rodrigo tocou levemente o rosto dela e murmurou uma confirmação. Apenas após ver a porta se fechar diante de si é que ele partiu.

Embora dissesse que não era preciso se preocupar com Didi e Mumu, ao retornar para a Mansão Serra Sul 1, ele mesmo foi até o canil no canto do quintal gravar um vídeo para enviar a Inês.

Inês retribuiu com outro vídeo: mostrava a orquídea no criado-mudo, da qual restava apenas o último botão por desabrochar.

Mesmo tratando-se da mesma planta, o período de floração de cada botão variava.

— Jovem mestre, o Dr. Soares chegou e está completamente bêbado. — A Sra. Silveira saiu do interior da casa justamente quando Rodrigo, com um sorriso discreto nos lábios, guardava o celular.

— O que aconteceu? — Rodrigo ficou surpreso pelo fato de Adrian não o ter procurado pelo celular, optando por aparecer de surpresa.

E ainda por cima, alcoolizado.

Ao entrar, ele deparou-se com Adrian sentado no sofá, cabisbaixo, com as pernas afastadas e os cotovelos apoiados nos joelhos; ao ouvir o som dos passos, ele ergueu os olhos, que se mostravam profundamente injetados de sangue.

— Chá para curar a ressaca. — Rodrigo sentiu o cheiro forte de álcool logo ao se aproximar, parando os passos e virando o rosto para a Sra. Silveira.

— Já está fervendo. Não sei que infortúnio lhe ocorreu, eu pergunto e ele não diz uma palavra — explicou a Sra. Silveira.

— Rodrigo. — O embriagado Dr. Soares chamou o chefe diretamente pelo nome.

— Eu estava mesmo querendo pedir a você que conversasse sutilmente com Paulina para que ela trouxesse menos o irmão para ficar zanzando perto de Inês — disse Rodrigo, sentando-se de frente para ele.

— Ela só se interessa pelas minhas habilidades. — Adrian balançou a cabeça, sentindo-se imensamente injustiçado, para no instante seguinte soltar uma risadinha tola: — Ainda bem que pelo menos tenho algo de que ela gosta.

— ... — Rodrigo não disse nada.

Ele baixou os olhos para olhar o celular.

— [À tarde, a Paulina conversou comigo sobre isso. O pai dela exigiu que ela se casasse com o Bryan.] — Inês enviou por mensagem.

— [Qual é a postura da Paulina?] — respondeu Rodrigo.

— [Ela sente que, por ter nascido na Família Ramalho, é seu dever assumir essa responsabilidade.] — respondeu Inês.

Rodrigo manteve a expressão neutra. Casos como esse não eram nenhuma novidade no círculo da alta sociedade; novidade, na verdade, era o amor por escolha livre.

— [A Paulina confessou que nunca imaginou que seria o Bryan.] — continuou Inês.

— [Eu também perguntei o que ela faria em relação ao Adrian, e ela disse que não sabe.] — acrescentou Inês.

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