Como esperado da sua veterana, onde quer que estivesse, se fosse para fazer algo, faria com perfeição.
A admiração de Xica cresceu ainda mais.
Rodrigo, não conseguindo extrair nenhuma informação, desistiu. Após passar os olhos rapidamente pelo vídeo, sua expressão foi esfriando aos poucos.
O Dr. Novais se conteve para não demonstrar preocupação.
Rodrigo ficou com o vídeo, deu um bônus para Daniela e ordenou que ela prosseguisse imediatamente com o cronograma do coquetel desta noite.
Entre os itens da pauta estava o discurso do organizador. Rodrigo terminou a leitura do texto oficial e, ao final, acrescentou:
— Hoje também temos a grande honra de contar com a presença do Diretor Rocha, da Tecno Universal.
Daniela sinalizou para que o foco de luz iluminasse Abel. Ao lado dele, estava Julieta.
Naquele momento, os dois eram, de fato, o centro das atenções.
Xica exclamou:
— A Dra. Lima e o Diretor Rocha até que formam um belo casal.
O Dr. Novais, com a cara fechada como se tivesse engolido carvão, perguntou:
— E a sua veterana?
— Você diz a minha veterana e o Diretor Rocha? — Xica fez uma cara de espanto. — Dr. Novais, que absurdo é esse? O Diretor Rocha é legal, mas a minha veterana merece alguém melhor. De qualquer forma, a veterana já é casada.
O Dr. Novais sentiu um leve alívio e disse:
— Vamos embora.
— Para onde? O baile vai começar agora.
Dr. Novais retrucou:
— E você vai dançar com quem?
— ... — Xica o seguiu silenciosamente.
— Vou te levar para conhecer o Sr. Franco.
— Sério?! — Xica vibrou. — Eu vou mesmo conhecer o lendário Sr. Franco?
— Por que não conheceria? Você é assistente da sua veterana, afinal — disse o Dr. Novais. — O Sr. Franco é considerado outro mestre da sua veterana.
— Como assim?
Sob os olhares de inveja dos convidados e sem sinal de Inês, Abel foi relaxando e se entregando ao momento, olhando para Julieta com cada vez mais ternura.
Inês estava parada em um canto escuro.
Abel e Julieta estavam na luz, e ela na sombra; eles não a viam, mas ela podia ver claramente a felicidade e a doçura no rosto dos dois.
— Inês. — Alice apareceu novamente, bufando de raiva. — Aquele cafajeste maldito! Só eles podem dançar? Nós também podemos!
— Inês, você sabe dançar?
Inês sabia. Dona Cláudia a havia ensinado.
— Você vai lá? — perguntou Inês.
— Claro que não, você é que vai! Vou arranjar um par para você! — Alice correu e arrastou o irmão. — Meu irmão é mais bonito que ele, mais alto que ele e tem mais status que ele. Pode usar meu irmão à vontade. Vai lá e mata aquele cafajeste de raiva!
Rodrigo, seguindo a vontade da irmã, foi empurrado para o salão junto com Inês.
Quando Rodrigo surgiu repentinamente sob a luz, acompanhado de uma mulher, todos pararam e olharam.
Abel e Julieta, que tiveram o protagonismo roubado, também olharam.
— Sra. Jardim, por favor. — Rodrigo, subitamente transformado em um cavalheiro, curvou-se e estendeu a mão para Inês.

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