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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 866

Rodrigo soube pelo pai que Robson havia chegado à Cidade Alvorecer e que sua mãe o havia xingado. Ele ligou para saber como a Sra. Paz estava:

— O quão irritada ela ficou?

— Comeu três paçocas seguidas. Disse que estava engasgada e enjoada com o doce, mas continuou mastigando.

— Controle a Sra. Paz.

— Já mandei prepararem um chá digestivo.

Rodrigo murmurou em concordância, e a voz do pai soou novamente no telefone, demonstrando preocupação:

— Como está a Inês? A febre baixou? Ela está comendo bem?

— Mais ou menos. O apetite dela é pequeno, come apenas um pouquinho de cada vez.

Rodrigo olhou na direção do sofá; Inês parecia ter adormecido de novo.

— Pai.

— Diga.

— Você acha que pedir em casamento depois de três meses juntos é rápido demais?

Gustavo Simões bufou:

— Você está me perguntando? Eu vi a sua mãe três vezes e já assinamos os papéis e demos a festa.

Clique.

Rodrigo desligou o telefone com uma expressão séria e caminhou até Inês, que dormia encolhida no sofá.

Ele se agachou.

Observou-a em silêncio por um momento. Quando se curvou para pegá-la no colo e levá-la para a cama, a mulher em seus braços abriu os olhos sonolentos e, ao perceber que era ele, aninhou-se ainda mais em seu peito.

Inês não falava muito, mas seus olhos escondiam muitas emoções.

Tinha uma personalidade reservada, mas era extremamente apegada àqueles de quem era íntima.

Quando estava triste, erguia o braço dele por conta própria, enfiava-se em seu abraço e se encolhia.

Quando estava doente, ansiava por contato físico. Mesmo dormindo, queria alguém ao seu lado.

Ela despertava uma ternura imensa nele.

Rodrigo beijou o topo de sua cabeça e sussurrou:

— Durma tranquila, eu não vou a lugar nenhum.

Ela estava com preguiça de se mover.

Além disso, o céu lá fora mal começava a clarear.

Rodrigo continuava parecendo uma fornalha, aquecendo-a intensamente, mas ela não tinha coragem de empurrá-lo.

Não apenas não queria empurrá-lo, como desejava se colar ainda mais a ele.

Não havia nenhum pensamento malicioso, apenas gostava muito da sensação da manhã anterior: pele contra pele, um abraçando o outro com força.

A respiração e os batimentos cardíacos de Rodrigo pareciam ecoar ampliados em seus ouvidos, e seu próprio ritmo cardíaco e respiratório acelerava ou diminuía sob a influência dele.

Eram duas vidas completamente diferentes se conectando, colidindo. Uma vida influenciando a outra.

Inês ergueu o rosto levemente e encostou os lábios no pomo de adão de Rodrigo. Não beijou, apenas deixou encostado.

Ela suspeitava sofrer de carência crônica de contato físico.

O pomo de adão roçou em seus lábios ao se mover para cima e para baixo, e do alto de sua cabeça veio a voz rouca e magnética do homem:

— Inês, por favor, tenha piedade de si mesma, e tenha piedade de mim também. Eu não quero ter que dormir em camas separadas.

Ele massageou a cintura dela com a palma da mão, incapaz de evitar a lembrança da manhã anterior, quando Inês, com a voz embargada pelo choro, disse que sua cintura iria se partir.

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