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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 867

No quarto dia da recuperação de Inês, seu rosto já havia recuperado a cor e sua energia voltara. As dores no corpo também haviam diminuído, mas os chupões no pescoço e na parte interna das coxas ainda não tinham desaparecido.

Felizmente, ela costumava usar blusas de gola alta, calças compridas ou saias longas, então ninguém notaria nada quando ela saísse.

O trabalho de Inês no Grupo Simões podia ser deixado de lado temporariamente, mas ela não podia faltar às aulas na faculdade. Rodrigo sempre respeitou Inês nesse aspecto, e sua única exigência era que ele pudesse acompanhá-la.

Rodrigo parecia um cachorro grande e carente.

A única diferença entre ele e Didi ou Mumu quando viam Inês era que os cães pulavam nela na frente de qualquer um, beijando e lambendo. Rodrigo só fazia isso onde não havia ninguém, ou melhor, onde quase não havia ninguém.

Como, por exemplo, no carro no estacionamento subterrâneo.

Ou na sala particular de Inês na Universidade Alvorecer.

Esses eram lugares onde qualquer um podia passar a qualquer momento ou bater na porta. Inês sempre pedia para ele se acalmar, mas Rodrigo sussurrava em seu ouvido:

— É só um beijo, você ainda não melhorou.

Na verdade, Inês já se sentia bem, mas admitia que não conseguia lidar com a intensidade selvagem de Rodrigo.

Inês estendeu a mão e empurrou suavemente o rosto de Rodrigo, impedindo-o de beijá-la:

— Eu vou dar aula, não vá assistir. Fique aqui me esperando.

Se Rodrigo fosse um cachorro, seria um cachorro muito obediente, mas que precisava latir algumas vezes para marcar presença.

Ele se sentou na cadeira, ergueu o olhar para Inês e perguntou:

— Vai me trancar numa gaiola de ouro?

— Você se acha indefeso o suficiente para isso? — Inês pensou que ele era selvagem demais para a comparação.

Rodrigo deu uma risada leve, sinalizando para ela ir.

Assim que Inês saiu do escritório, Rodrigo ligou para um designer de joias, explicou suas exigências e o prazo. Em seguida, discou para Noel.

— Já terminou o interrogatório?

— Já perguntei tudo, e já tenho uma noção do que houve.

— Eu resolvo isso assim que deixar a Inês em casa.

A ligação foi encerrada.

Ele notou que Inês havia deixado o celular na mesa novamente. Ela sempre ficava na dúvida se o levava ou não.

— Tem roupas novas suas na minha casa. — Rodrigo, achando que isso não seria suficiente para mantê-la lá, acrescentou: — Mandei montar um closet para você.

Inês já havia adivinhado a intenção dele de morarem juntos desde que ele disse que não queria dormir em camas separadas, mas não comentou nada sobre isso.

— Quero voltar para trocar outras coisas.

— Que outras coisas?

Inês virou o rosto para olhar Rodrigo. Como ela explicaria aquilo?

Rodrigo leu o olhar dela e não prolongou o assunto. Apenas deixou Inês em casa e, no caminho para a empresa, ligou para Esther, mandando-a esvaziar o estoque de uma loja de lingeries no shopping.

...

Inês voltou para o quarto e a primeira coisa que notou foi o vaso de orquídeas; o último botão também havia desabrochado.

Estava em seu esplendor máximo.

Inês pegou o celular, tirou uma foto e enviou para Rodrigo.

Ao receber a imagem, os lábios de Rodrigo se curvaram em um sorriso. Ele estava prestes a responder quando outra mensagem dela apareceu na tela, dizendo para ele estacionar o carro na empresa antes de responder e para tomar cuidado no trânsito.

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