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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 886

Ao ouvir as insinuações de Breno, Robson percebeu imediatamente que algo estava muito errado. Somando isso ao fato de sua esposa ansiar desesperadamente por um filho homem, ele logo deduziu o que havia acontecido. Voltou correndo para o quarto do hospital, mas a filha já não estava lá; encontrou apenas a esposa encolhida no canto da cama.

Robson exigiu saber o que ela havia feito e para onde a criança tinha ido. Nara, em completo silêncio, apenas roía obsessivamente o próprio polegar.

Percebendo que não arrancaria nenhuma resposta dela, a única saída foi sair à procura da bebê.

— Por que você não estava ao lado dela quando ela deu à luz? — perguntou Douglas, não conseguindo se conter ao ouvir essa parte.

— Eu estava. — Robson suspirou profundamente. — Eu dei um jeito de ir. Mas depois que o bebê nasceu e vi que a sua mãe estava fora de perigo, precisei voltar correndo para terminar de lidar com as minhas pendências no trabalho. Aquela fase também era crucial para a minha carreira, eu não podia me dar ao luxo de ser descuidado.

Bastou que ele se ausentasse por uma única tarde, e a situação havia chegado a um ponto irreversível.

— Eu não sei se foi o Breno ou o Edson quem entrou em contato com o seu avô. Breno provavelmente queria usar aquilo como trampolim para subir de cargo, já o Edson sempre foi um cão de guarda do seu avô.

Observando os olhos opacos do pai, Douglas perdeu subitamente a voz, sem saber o que dizer.

Seu celular tocou novamente.

Era sua mãe.

Pai e filho olharam simultaneamente para o nome e o número familiar brilhando na tela, ambos hesitando sobre o que fazer.

Douglas não sabia como encarar a mãe.

Deveria repreendê-la?

Deveria fingir que nada havia acontecido?

Ele era incapaz de fazer qualquer um dos dois.

Robson pegou o celular do filho e deslizou o dedo para atender. Antes mesmo que ele pudesse dizer uma palavra, a voz cuidadosa de Nara soou do outro lado da linha, carregada de preocupação e urgência.

— Douglas! — A fúria inflacionou instantaneamente do outro lado da linha, e a voz de Nara subiu de tom. — Que absurdo é esse que você está dizendo?! A Luiza gosta tanto de você, só sabe te elogiar. Você vai jogar fora uma garota maravilhosa dessas? O que é que você quer da vida, afinal?

— Robson, você vai simplesmente permitir que o seu filho faça uma besteira dessas?

— Ele já tem trinta anos. Não posso controlar a vida dele para sempre — respondeu Robson.

— E por que não?! Nós já traçamos o caminho dele, o nosso filho tem que seguir os nossos passos! — esbravejou Nara.

— Isso é por causa da sua culpa, mãe? — A voz de Douglas saiu baixa, acompanhada de um olhar exausto. — Só porque você acha que o que fez no passado destruiu o futuro do meu pai, agora quer usar a mim para compensá-lo?

Um estalo seco ecoou.

O telefone escorregou das mãos de Nara e despencou no chão.

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