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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 904

Com a presença de Noel, Douglas entrou no Grupo Simões sem problemas.

Ele notou que os funcionários passavam e cumprimentavam Inês um por um, e ela respondia com um sorriso educado.

Todos ali respeitavam Inês profundamente.

E Inês se portava com graciosidade e elegância em cada gesto.

Os dedos de Douglas, relaxados ao longo do corpo, se contorceram. Ele se lembrou da falta de respeito que tivera por ela no passado, e de como pensara intimamente que, por ter crescido em um lugar pobre, os modos dela seriam vulgares, nem se comparando aos de Lucinda Siqueira, que fora criada na Família Siqueira desde a infância.

Agora...

Ele abaixou a cabeça, dominado pela vergonha.

Inês percebeu de relance quando ele abaixou a cabeça, mas não disse nada. No instante seguinte, ela desviou o olhar. Quando a porta do elevador abriu, foi a primeira a sair, com Noel logo atrás.

Noel informou:

— O Diretor Simões está na sala de chá.

— Certo. — Inês assentiu, caminhando em direção à sala de chá, sendo acompanhada de perto por Douglas, que era uma cabeça mais alto que ela.

Dentro da sala, Inês viu mais uma vez aquela velha e familiar garrafa térmica, mas não encontrou o famoso chá branco Agulha de Prata que Rodrigo parecia nunca enjoar de beber.

Naturalmente, Rodrigo não usaria o chá que Inês lhe dera para servir visitas — especialmente alguém da Família Siqueira.

Enquanto Inês não perdoasse a Família Siqueira, ele continuaria sendo inimigo deles também.

Rodrigo ignorou Douglas; primeiro olhou para Inês, depois indicou o assento vazio ao seu lado.

Inês foi até lá e se sentou.

Sem a menor disposição de se importar se o haviam convidado para sentar ou não, Douglas, preocupado com o pai, foi novamente direto ao ponto:

— Inês, não consigo falar com o nosso pai. Antes de ir embora, ele me fez assinar um documento, mas não me deixou ler o conteúdo. Ele só contou do que se tratava para o Sr. Hugo. Não importa o quanto eu pergunte, o Sr. Hugo sempre diz que não é o momento certo para eu saber.

— Já faz quatro dias. Quatro dias sem qualquer notícia do meu pai. Eu liguei para... — Ele engoliu a palavra mamãe que quase saiu e se corrigiu. — Para a nossa família. Ninguém atendeu. Recebi uma mensagem dizendo que estava tudo bem e que meu pai estava apenas muito ocupado. Mas eu não acredito.

Rodrigo foi incisivo:

— A Sra. Soraia disse que está tudo bem? E você acredita nisso?

Douglas balançou a cabeça.

Ele não acreditava.

Desde que descobrira a verdade sobre o abandono, ele não confiava em mais ninguém daquela família, exceto no pai e no Sr. Hugo.

Especialmente na irmã, que lhe dava uma facada nas costas atrás da outra, e na mãe, capaz de abandonar a própria filha biológica.

As mentiras das duas eram farinha do mesmo saco.

Capítulo 904 1

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