Toc toc.
Ele levantou a mão e bateu na porta.
Dois ou três segundos depois, o som da água cessou e a voz de Inês ecoou de dentro: — Rodrigo.
Ela sabia que era ele lá fora.
Ela apenas chamou o seu nome.
Mas aquilo foi suficiente para ele entender.
Rodrigo ergueu a mão para virar a maçaneta, com uma voz levemente grave: — Independentemente de você concordar ou não, eu estou entrando. Se ficar com raiva, você me pune.
Ele empurrou a porta abruptamente e a fechou atrás de si.
Ao mesmo tempo em que arrancava a toalha de banho para cobrir Inês, puxou-a para um abraço. Na névoa espessa que pairava no ar, ele pôde notar os olhos avermelhados dela — seja pela água quente ou por outro motivo.
Inês permaneceu imóvel e quieta em seus braços.
Sentiam o calor um do outro por meio da toalha e da camisa dele.
O abraço dele apertou cada vez mais, até que Inês, lentamente, ergueu as mãos e abraçou-o de volta pela cintura, permitindo que ele desse um suspiro de alívio silencioso.
— Está tudo bem. — Rodrigo esfregava levemente as costas dela, com um tom de conforto. — Está tudo bem.
Inês continuou apenas a chamar o nome dele: — Rodrigo.
— Hum.
— Rodrigo.
— Hum.
Inês esfregou a bochecha em seu peito, perguntando serenamente: — Eu sempre te chamei pelo nome completo.
— Assim, você nunca se enganará. Você está chamando unicamente a mim. — respondeu ele.
Inês não conteve um sorriso; o aperto em seu peito havia evaporado quase por completo.
— É isso que você acha.
— Não importa como você me chame, eu sempre terei esse pensamento. — Rodrigo era inabalável em seus sentimentos.
— Você não tem um apelido? — Inês perguntou.
— Não. — respondeu ele.
— Sei me expressar, sei me expressar sim! — Inês concordou vigorosamente com a cabeça.
Rodrigo observou como ela estava mais serena. Ao notar a sua voz suave e agradável, as rugas propositais entre as suas sobrancelhas dissiparam-se: — Inês, não importa o que aconteça, estarei sempre ao seu lado.
— Uhum. — Inês o abraçou apertado, chamando-o de Rô.
— Tem sido um dia exaustivo, vamos sair e comer alguma coisa. — declarou Rodrigo, contendo-se.
— Comer, comer, claro. — Inês fez eco, imitando-o.
Rodrigo não aguentou e riu fraco, desarrumando-lhe os cabelos: — Te espero lá fora.
— Uhum, me espere. — disse Inês. — Me espere, Rô.
— Eu espero. — assegurou Rodrigo.
Ele esperaria uma vida inteira.
Enquanto esperava do lado de fora do banheiro, o seu celular vibrou; abriu-o, dando de cara com uma foto.
Mostrava Douglas parado no batente da porta de um leito de hospital. Atrás dele, delineava-se a silhueta incompleta de uma mulher pequena.
Irmãos que em tempos foram inseparáveis, agora inimigos ferozes, encaram-se um ao outro no presente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Pra que um livro tão longo? É muito cansativo. Estou no capítulo 244 só agora ela foi revelada, para mim o livro só teria mais o envolvimento dela com o Rodrigo e acabaria ai, mas não, tem que passar de mil capítulos....
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...