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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 936

Toc toc.

Ele levantou a mão e bateu na porta.

Dois ou três segundos depois, o som da água cessou e a voz de Inês ecoou de dentro: — Rodrigo.

Ela sabia que era ele lá fora.

Ela apenas chamou o seu nome.

Mas aquilo foi suficiente para ele entender.

Rodrigo ergueu a mão para virar a maçaneta, com uma voz levemente grave: — Independentemente de você concordar ou não, eu estou entrando. Se ficar com raiva, você me pune.

Ele empurrou a porta abruptamente e a fechou atrás de si.

Ao mesmo tempo em que arrancava a toalha de banho para cobrir Inês, puxou-a para um abraço. Na névoa espessa que pairava no ar, ele pôde notar os olhos avermelhados dela — seja pela água quente ou por outro motivo.

Inês permaneceu imóvel e quieta em seus braços.

Sentiam o calor um do outro por meio da toalha e da camisa dele.

O abraço dele apertou cada vez mais, até que Inês, lentamente, ergueu as mãos e abraçou-o de volta pela cintura, permitindo que ele desse um suspiro de alívio silencioso.

— Está tudo bem. — Rodrigo esfregava levemente as costas dela, com um tom de conforto. — Está tudo bem.

Inês continuou apenas a chamar o nome dele: — Rodrigo.

— Hum.

— Rodrigo.

— Hum.

Inês esfregou a bochecha em seu peito, perguntando serenamente: — Eu sempre te chamei pelo nome completo.

— Assim, você nunca se enganará. Você está chamando unicamente a mim. — respondeu ele.

Inês não conteve um sorriso; o aperto em seu peito havia evaporado quase por completo.

— É isso que você acha.

— Não importa como você me chame, eu sempre terei esse pensamento. — Rodrigo era inabalável em seus sentimentos.

— Você não tem um apelido? — Inês perguntou.

— Não. — respondeu ele.

— Sei me expressar, sei me expressar sim! — Inês concordou vigorosamente com a cabeça.

Rodrigo observou como ela estava mais serena. Ao notar a sua voz suave e agradável, as rugas propositais entre as suas sobrancelhas dissiparam-se: — Inês, não importa o que aconteça, estarei sempre ao seu lado.

— Uhum. — Inês o abraçou apertado, chamando-o de Rô.

— Tem sido um dia exaustivo, vamos sair e comer alguma coisa. — declarou Rodrigo, contendo-se.

— Comer, comer, claro. — Inês fez eco, imitando-o.

Rodrigo não aguentou e riu fraco, desarrumando-lhe os cabelos: — Te espero lá fora.

— Uhum, me espere. — disse Inês. — Me espere, Rô.

— Eu espero. — assegurou Rodrigo.

Ele esperaria uma vida inteira.

Enquanto esperava do lado de fora do banheiro, o seu celular vibrou; abriu-o, dando de cara com uma foto.

Mostrava Douglas parado no batente da porta de um leito de hospital. Atrás dele, delineava-se a silhueta incompleta de uma mulher pequena.

Irmãos que em tempos foram inseparáveis, agora inimigos ferozes, encaram-se um ao outro no presente.

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