Douglas Siqueira procurou o médico mais uma vez e confirmou, pelas palavras dele, que os dois frascos de remédio eram completamente diferentes.
Antônia havia trazido o verdadeiro medicamento para o transtorno bipolar, enquanto o frasco que ele segurava era de uma pílula falsa, com aparência e cheiro semelhantes.
Douglas decidiu imediatamente testar os componentes do remédio falso, para determinar se causaria danos ao cérebro humano.
O relatório não sairia tão rápido. Carregando inquietação e dúvidas, Douglas voltou ao quarto da mãe e perguntou:
— Mãe, a senhora tem tomado esse remédio que o médico receitou no horário certo?
A fúria de Soraia Siqueira subiu instantaneamente:
— Eu tomei! Você é igualzinho ao seu pai.
Douglas não conhecia os detalhes dos conflitos entre seus pais, então não entendia muito bem o que aquele "igualzinho" significava.
Mas se a mãe havia tomado a medicação, mesmo assim não conseguia controlar as crises de mania e depressão? Embora o remédio não fizesse milagres, não deveria deixá-la tão irritadiça e explosiva daquele jeito.
— De onde veio esse remédio?
— O médico receitou. Um médico que o seu pai procurou pessoalmente.
Douglas lembrava-se de que ele próprio sempre guardara os remédios da mãe; as empregadas só ficavam encarregadas de levar água e lembrá-la da hora de tomá-los. Por isso perguntou:
— Onde a senhora costuma guardar os seus remédios? Alguém mexeu neles?
— Douglas, o que isso tem a ver com o remédio? — Soraia, tendo sido questionada consecutivamente pelo marido e pelo filho se estava tomando a medicação no horário, sentia que a estavam lembrando repetidamente de que tinha problemas mentais. Por isso, ficava impaciente só de ouvir falar no assunto.
Vendo que não conseguiria arrancar nada dela, Douglas decidiu dar uma volta.
— Aonde você vai? — Soraia ficou tensa no mesmo instante e ajeitou a postura, temendo que ele voltasse para a Cidade Alvorecer e a abandonasse à própria sorte, ignorando sua própria mãe.
Quando Douglas disse que precisava sair um instante, Soraia insistiu em perguntar se ele ia arrumar as malas, demonstrando nervosismo e pavor.
Uma mãe olhando para o próprio filho com um olhar de quem teme ser abandonada por ele... Qualquer filho que tivesse um pingo de coração não suportaria tal olhar.
— Mãe, com o que a senhora está se preocupando? — Douglas perguntou, sabendo a resposta no fundo.
Soraia exibia uma expressão aflita:
— Seu pai quer se divorciar de mim. Por acaso você também vai abandonar sua mãe?
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...