Douglas concordou com um aceno, e respondeu: — Sr. Hugo, eu simplesmente não sei o que fazer a respeito disso. Os filhos nunca querem que seus pais se divorciem, mas se até eu for pressionar o meu pai, ele ficará completamente sozinho e sem apoio.
O Sr. Hugo permaneceu em silêncio e não disse nada.
Douglas continuou: — Sr. Hugo, está tudo bem. Eu mesmo avaliarei a situação.
— Cuide-se bem aí. Isso é o mais importante para você no momento. — respondeu o Sr. Hugo.
Menos de meia hora depois de desligar o telefone, Douglas viu os guarda-costas que o Sr. Hugo havia enviado. Ele instruiu-os especificamente: — Além de mim e da equipe médica, ninguém tem permissão de se aproximar deste quarto.
— Sim, Jovem Mestre.
— Especialmente Lucinda Siqueira. Se forem outros membros da família e eu não estiver aqui, liguem-me primeiro. — A semente da dúvida havia sido plantada e confirmada; a sua confiança nela havia desmoronado há muito tempo.
Os guarda-costas assentiram.
Quando Soraia percebeu que havia guardas posicionados à porta de seu quarto, ela franziu o cenho repetidamente, mas não resistiu. Em vez disso, limitou-se a ficar deitada na cama chorando silenciosamente, sussurrando o nome de Robson Siqueira de vez em quando.
Olhando ocasionalmente pela janela, a sua mente encheu-se de memórias do seu primeiro encontro com Robson e daquele maravilhoso meio ano como recém-casados. Pensar nisso trazia um leve sorriso ao seu rosto, mas as lágrimas voltavam a cair enquanto ela sorria.
Levantou a mão para enxugá-las mais uma vez.
...
Na manhã seguinte.
Douglas recebeu uma ligação do guarda-costas: — A Antônia veio ao hospital entregar o remédio e a sopa tonificante da senhora. Jovem Mestre, devo deixá-la entrar?
— Espere até eu chegar aí. — Douglas estava muito cauteloso agora; com exceção do seu pai e do Sr. Hugo, não confiava em quase ninguém.
Após o telefonema, o guarda-costas impediu a entrada de Antônia, e ela, por sua vez, não forçou a passagem. Ficou apenas esperando em silêncio, sem demonstrar qualquer sinal de inquietação.
Douglas apressou-se a chegar e Antônia chamou-o respeitosamente de Jovem Mestre. Erguendo um pouco a garrafa térmica, ela disse: — Jovem Mestre, eu vim entregar a sopa tonificante e o remédio da senhora. A senhorita disse que a senhora se esqueceu de levar o remédio ontem, e não tomá-lo lhe faria mal. A senhorita também me pediu para fazer esta sopa para ela.
Douglas, olhando para a veterana empregada de tantos anos na família Siqueira, a corrigiu: — Antônia, ela não é mais da nossa família. Não precisa mais chamá-la assim.
Antônia franziu as sobrancelhas: — Jovem Mestre, embora a senhorita não carregue o sangue da família Siqueira, ela se preocupa muito com vocês...
— Antônia. — Douglas a interrompeu em voz alta, e Antônia se calou. Ela queria entrar para entregar os pertences, mas foi novamente parada.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...