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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 981

Inês Jardim acenou com a cabeça em concordância, pedindo que ela a avisasse quando comprasse as passagens.

Bryan Nunes, por sua vez, disse que ficaria mais dois dias na Cidade Balma. Vendo Douglas tão cabisbaixo, pensou que deveria aconselhá-lo; caso contrário, se ele enlouquecesse de tanta angústia, acabaria tendo um amigo idiota.

O olhar de Inês Jardim revelou uma leve surpresa pelo fato de Bryan Nunes e Paulina Ramalho não voltarem juntos.

Paulina percebeu, mas como ela mesma não estava de bom humor naquele dia, apenas deu um leve sorriso para Inês, sem oferecer outra resposta.

— Beba um pouco disto. — Rodrigo Simões serviu uma pequena tigela de sopa para Inês Jardim. Ele adorava servi-la caldos nutritivos.

Ele sempre achava que Inês era magra demais, o que não fazia bem à saúde.

Na verdade, graças aos variados pratos preparados pela Sra. Silveira, o rosto de Inês Jardim já havia ganhado uma cor muito mais saudável, e até suas mãos estavam bem mais macias e claras.

Inês Jardim tomou dois goles, mas não terminou o resto. A mão grande de Rodrigo Simões cobriu a tigela e ele a puxou para a sua frente, bebendo tudo lentamente.

Após o jantar, Bryan Nunes e Paulina Ramalho partiram juntos no mesmo carro. Inês Jardim e Rodrigo Simões saíram um pouco depois e, quando estavam prestes a entrar no carro, Henrique Matos chegou.

Henrique Matos desceu do carro e chamou com um sorriso: — Diretor Simões, Inês, Douglas.

Robson Siqueira fez sinal para que ele esperasse um momento; queria ver a filha e o futuro genro partirem antes de falar de negócios.

Assim, os três homens ficaram na beira da rua acompanhando com o olhar o carro de Inês Jardim e Rodrigo Simões, recolhendo os olhos apenas quando o veículo desapareceu na noite, antes de caminharem de volta para casa.

— Pai, Tio Henrique, conversem à vontade. Eu vou descansar um pouco. — disse Douglas educadamente.

— Está bem. — concordou Robson Siqueira, acenando com a cabeça.

Já que o Patriarca pretendia que Henrique Matos assumisse o comando da Siqueira Turismo & Lazer, provava ter um bom olho. Robson Siqueira acreditava que Henrique era perfeitamente capaz, mas se ele realmente ficasse na empresa, teria que se submeter às amarras da Família Siqueira.

Por isso, Robson Siqueira o chamou, expôs seus pensamentos e quis saber a opinião dele.

— Se você quiser ficar na Família Siqueira, diante da situação atual, eles certamente vão depender de você. Os benefícios que lhe darão serão muitos, mas a Família Siqueira não é um bom lugar para se estar; haverá sempre um líder pairando acima de você.

— Se não escolher a Família Siqueira, recomendo que vá para o Grupo Azevedo. Eu já mencionei isso com o Presidente Azevedo, e ele o receberia de braços abertos, além de lhe dar uma posição de confiança. Porém, o quão alto você poderá subir dependerá exclusivamente das suas próprias habilidades.

— Eu não imaginava que o senhor já tinha até planejado as coisas para mim. — Henrique Matos ficou em choque por um momento e sorriu com gratidão.

— Lá fora você sempre me chama de Diretor Siqueira, mas, na verdade, eu prefiro que me chame de primo. — disse Robson Siqueira, levantando a mão para dar uns tapinhas no ombro dele.

Os laços de sangue na Família Siqueira eram frios, mas ter trazido o jovem Henrique Matos para perto de si no passado acabou por lhe proporcionar uma verdadeira relação de irmandade.

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