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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 988

Era uma imagem que muito poucos chegariam a ver.

Inês Jardim gostava tanto desse momento que também se reclinou, repousando a nuca no sofá.

De repente, Rodrigo Simões levantou a mão para bagunçar o cabelo no topo da cabeça dela e, em seguida, soltou.

— Você ainda quer ir ver as estrelas?

— Claro. Você terá folga no Feriado de Primeiro de Maio? — Inês Jardim abriu levemente os lábios.

O Grupo Simões certamente estaria de folga, mas não era certo se o próprio Rodrigo Simões iria se afastar do trabalho.

Desde que Rodrigo Simões assumira o controle do Grupo Simões, ele não tivera mais os conceitos de fim de semana ou feriado. Os "dias de descanso" eram simplesmente o momento em que ele dormia.

A repentina pergunta sobre o Feriado de Primeiro de Maio trouxe uma sensação como a de dois estudantes conversando, e um sorriso fraco curvou os lábios de Rodrigo: — Vou, sim.

Ele tiraria férias de si mesmo.

— Vamos ver as estrelas no Feriado de Primeiro de Maio. — Inês Jardim também esboçou um sorriso.

— E quanto a andar a cavalo? — Rodrigo Simões olhou para o lado, observando de perto Inês reclinada, com um olhar profundo.

No instante seguinte, Inês Jardim virou a cabeça e, deparando-se com o olhar apaixonado de Rodrigo, disse apenas duas palavras: — Você ensina.

— Eu ensino. — Tudo o que ela quisesse aprender, ele a ensinaria, mas sob uma única condição: somente ele poderia ensiná-la.

Didi e Mumu deram algumas patadas de leve na panturrilha dos dois, e ambos se sentaram de forma adequada. Mike veio correndo até eles, carregando tigelas e pauzinhos, e declarou: — Hora de comer, Irmã, e, e Cunhado.

— Obrigada a você e à Sra. Silveira, Mike. Eu vou lavar as louças depois. — Inês levantou-se e afagou a cabeça de Mike.

— Eu também ajudo a lavar. — disse Rodrigo.

Como poderia um homem da realeza como o Diretor Simões saber lavar louças? Mas se Inês o faria, ele com certeza a acompanharia.

— Esse conjunto foi trazido pela Sra. Jardim do Condomínio Dez. São novos; ela só os tirou da caixa ao vir para cá. Isso significa que a Sra. Jardim realmente gostava destes. — comentou a Sra. Silveira.

Na realidade, aos olhos da Sra. Silveira, a Sra. Jardim nunca foi uma mulher excessivamente lógica e fria, como a superfície sugeria, mas sim alguém de muita sensibilidade e amor pela vida. Tudo no Condomínio Dez fora escolhido a dedo pela própria Sra. Jardim.

Rodrigo Simões calou-se por um momento.

Inês retornou com os cabelos amarrados e, ao ver ambos parados ali, perguntou: — O que aconteceu?

A Sra. Silveira deixou a cozinha com um largo sorriso.

Rodrigo Simões virou-se para Inês Jardim, o corpo perfeitamente posicionado para esconder a pia e os pratos estilhaçados dentro dela, e perguntou-lhe: — Estes pratos que usamos no jantar hoje eram deslumbrantes. Onde os encontrou?

Ao notar o modo como ele tentava ocultar a visão dela e ao reparar naquele súbito interesse em algo com que ele não deveria se importar, Inês suspeitou: — Quantos quebraram?

— ...

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