— Três. — Rodrigo Simões deu um passo para o lado.
Inês aproximou-se, observou a pia e balançou a cabeça: — Não faz mal. Eu as comprarei amanhã, quando sair com Paulina. Traga fita adesiva, precisamos grudar os fragmentos antes de jogá-los no lixo.
Rodrigo Simões, sempre prestativo, saiu e prontamente encontrou a Sra. Silveira oferecendo-lhe a fita transparente.
Ainda que não compreendesse muito a razão, a sua obediência a Inês prevalecia.
Depois de lavarem a louça, a Sra. Silveira desceu para o térreo a fim de jogar o lixo fora. Mike, na sala, brincava com Didi e Mumu; Inês e Rodrigo deitaram-se um pouco depois do almoço e à tarde cuidaram dos próprios afazeres.
Mais tarde, depois de jantarem, o quarteto passeou com os cães pelo bairro. Mas no fim, apenas a Sra. Silveira e Mike caminharam com Didi e Mumu, enquanto Inês e Rodrigo passearam pelas margens do rio sob o abraço reconfortante da brisa noturna.
Ombro a ombro, eles caminhavam.
Rodrigo diminuiu o ritmo, admirando a mulher que caminhava à sua frente.
Ao notar a hesitação nos passos dele, Inês parou e girou a cabeça para trás, flagrando Rodrigo que se adiantou e pegou na mão dela para retomarem a agradável caminhada.
A noite era perfeita, exceto pelo fato de que o anel de noivado desenhado por Rodrigo ainda não ficara pronto.
...
No dia seguinte, ao acordar, Inês Jardim combinou o horário de sair para fazer compras com Paulina Ramalho. Quando estava prestes a sair, Rodrigo Simões a chamou, foi até o closet e voltou com uma gravata de listras cor de café nas mãos, amarrando-a na cintura da calça jeans azul dela.
— O que é isso? — Inês Jardim fitou Rodrigo curiosa e em seguida olhou para a gravata improvisada de cinto.
— Minha gravata. — disse Rodrigo Simões.
— Sei que é a sua gravata. — respondeu ela.
Rodrigo Simões pegou na bolsa dela e conduziu-a pela mão até o lado de fora, levando-a de carro e deixando-a bem na frente do centro comercial. Paulina Ramalho também tinha acabado de chegar ali.
— Paulina, você não tem alguma coisa para me perguntar? — a pergunta imprevista paralisou momentaneamente Paulina Ramalho.
— Sim, é sobre aquele seu telescópio. Eu pedi que o enviassem para o seu escritório na universidade, não se esqueceu, não é?
— Não me esqueci, eu sei. — Inês Jardim focou seu olhar em Paulina e piscou lentamente; a sua expressão indagadora parecia perguntar "É mesmo só isto que você tem a me dizer?"
Paulina Ramalho evitou a todo custo cruzar olhares com a companheira e optou por abafar as palavras antes de lhes dar voz. Não deixou igualmente que Inês trouxesse o nome de Adrian Soares à baila e iniciou de imediato uma fúria consumista.
Em cada investida de Inês, Paulina parecia advinhar as suas intenções e interrompia o pensamento com um assunto sem importância.
— Paulina, o importante é não guardar tudo para si.
Paulina baixou os olhos e disse um frio "hum".
Ao passarem por uma joalharia, Inês Jardim cessou subitamente a sua caminhada, voltando os seus olhos para o mostruário repleto de alianças da loja.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Pra que um livro tão longo? É muito cansativo. Estou no capítulo 244 só agora ela foi revelada, para mim o livro só teria mais o envolvimento dela com o Rodrigo e acabaria ai, mas não, tem que passar de mil capítulos....
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...