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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 990

Paulina Ramalho revirou os olhos e a arrastou para dentro.

Quando as duas entraram, a atendente perguntou se procuravam um par de alianças para casal. Paulina Ramalho deduziu na mesma hora que a funcionária havia entendido tudo errado e achava que ela e Inês eram um casal, o que a fez ter vontade de rir. Por hábito, pegou o celular, abriu a janela de chat com Adrian Soares e quis perguntar a ele se, caso contasse a Rodrigo Simões sobre isso, conseguiria irritar aquele Diretor Simões, que se achava superior a tudo. Provavelmente Adrian responderia que, se não tivesse medo da língua afiada de Rodrigo Simões, que fosse em frente...

— Paulina? — Inês Jardim, que observava os transvios de pensamento de Paulina, chamou-a duas vezes até conseguir uma resposta.

Paulina Ramalho guardou rapidamente o celular, exibindo um sorriso tranquilo, ergueu uma sobrancelha e perguntou: — Viu alguma que gostou? Mas isso não deveria ser tarefa do seu namorado? Por que você está escolhendo sozinha? Por acaso está pensando em pedi-lo em casamento? Isso seria inverter a ordem das coisas, mas confesso que estou um pouco curiosa para ver a reação de Rodrigo Simões ao ser subitamente pedido em casamento por você.

— Muito bem, vamos lá. — Empurrando gentilmente as costas da companheira, Inês forçou a sua retirada da loja.

Na realidade, Inês interessara-se realmente por um par de alianças, ideais para o dia a dia e sem pretensões visuais desmedidas; no entanto, devolveu as peças de imediato.

Ao longo do dia, não passava muito tempo sem que os seus pensamentos regressassem novamente às maravilhosas argolas daquela loja.

Por fim, depois de se despedir de Paulina Ramalho, ela voltou à joalheria, chegando pouco antes do fim do expediente. Parou em frente à vitrine, apontou para o par de anéis e disse: — Olá, eu quero este par.

Da primeira vez ela tinha pegado nos anéis e os largado por medo do matrimônio; mas quando os tocou de novo e avançou para a compra, o motivo fora a constante passagem do rosto de Rodrigo Simões por sua cabeça.

Ela tinha tido a oportunidade de casar e divorciar, porém isso não era verdade em relação a Rodrigo; por isso, que melhor momento do que aquele para lhe fazer a importante proposta?

Cheia de alegria, Inês Jardim agarrou com zelo a preciosidade; a atendente sacou a maquininha para pagamento, pelo que ela remexeu a bolsa em busca da pequena divisória para extrair o Porta-cartões de couro branco.

Fora um presente de Beatriz Quintas.

Ontem, depois de abri-lo, ela planejava apenas deixá-lo guardado. Mas Rodrigo Simões disse que seria indelicado não usar um presente recebido, e ele próprio guardou o cartão bancário dela ali dentro.

A atendente agarrou o acessório, retirando de lá o portentoso Cartão Black. O assombro a invadiu, e ela mirou a cliente embrenhada na adoração do produto; assim que lhe foi cobrado o preço, enfiou com rapidez o retângulo brilhante dentro do luxuoso artigo em couro de volta nas mãos da moça.

— Aqui está o seu cartão. Tenha cuidado com ele, por favor.

— Obrigada. — Inês recolheu a peça colocando-a dentro da mala. Seguiu-se o fechar com cuidado da pequena caixa do anel, que encostou à bolsa protetora. Logo depois partiu de vez das instalações.

Assim que saiu, deparou-se imediatamente com a visão formosa de Rodrigo encostado perto do carro. Ambos ergueram os rostos e o olhar cruzou-se, de forma a fazê-lo caminhar para Inês.

Capítulo 990 1

Capítulo 990 2

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